País
Ministério Público e Judiciária fazem buscas na sede do BPP
Os dois edificios do BPP em Lisboa estão desde o início da manhã a ser alvo de buscas levadas a cabo por uma equipa constituída por procuradores do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da CMVM. As buscas, já confirmadas pela direcção do banco, estão relacionadas com a procura de indícios de criminalidade económica transnacional.
As buscas terão sido pedidas pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários e estarão relacionadas com a utilização de "off shores" e queixas-crime apresentadas por dezenas de clientes relativamente a situações que envolvem a anterior gestão de João Rendeiro.
Em causa, estará a fiabilidade da contabilidade do banco e indicios de manipulação e falsificação das contas, um processo que já se encontra na Direcção Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), departamento da Procuradoria Geral da República que investiga a alta criminalidade.
De acordo com uma fonte judicial, as buscas visaram apreender registos de movimentos bancários eventualmente relacionados com aplicações financeiras suspeitas, havendo por parte das autoridades judiciárias suspeitas de branqueamento de capitais, burla qualificada e possível falsificação de documentos.
Em declarações à Lusa, a mesma fonte adiantou que a investigação entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa pretende "avaliar o que o banco fez e não deveria ter feito".
Administração confirma buscas
Entretanto, a administração do Banco Privado Português emitiu um comunicado no qual confirma que a sua sede está a ser alvo de buscas, mas não adianta para já o motivo por detrás da acção das autoridades.
"A administração do Banco Privado Português comunica que hoje, pelas 9:30, apresentou-se na sede do Banco uma equipa de investigação dirigida por um juiz de Instrução, munida de um mandado de busca e apreensão de documentos, no âmbito de um processo a correr no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa", afirma o BPP em comunicado, garantindo que "prestou e continuará a prestar às autoridades, como é sua obrigação, toda a colaboração que lhe for solicitada".
João Rendeiro desconhece investigação
Contactado pela RTP, João Rendeiro diz nada saber sobre esta investigação, garantindo que não foi contactado pelas autoridades.
Também Diogo Vaz Guedes, futuro presidente da Privado Holding que detém o BPP, garante desconhecer os motivos da investigação.
A gestão do banco saiu das mãos de João Rendeiro há cerca de dois meses, para ser assumida por dois administradores do Banco de Portugal.
A instituição foi recentemente recapitalizada com uma injecção de 400 milhões de euros, resultado de uma garantia governamental e um empréstimo de quatro bancos nacionais.
Em causa, estará a fiabilidade da contabilidade do banco e indicios de manipulação e falsificação das contas, um processo que já se encontra na Direcção Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), departamento da Procuradoria Geral da República que investiga a alta criminalidade.
De acordo com uma fonte judicial, as buscas visaram apreender registos de movimentos bancários eventualmente relacionados com aplicações financeiras suspeitas, havendo por parte das autoridades judiciárias suspeitas de branqueamento de capitais, burla qualificada e possível falsificação de documentos.
Em declarações à Lusa, a mesma fonte adiantou que a investigação entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa pretende "avaliar o que o banco fez e não deveria ter feito".
Administração confirma buscas
Entretanto, a administração do Banco Privado Português emitiu um comunicado no qual confirma que a sua sede está a ser alvo de buscas, mas não adianta para já o motivo por detrás da acção das autoridades.
"A administração do Banco Privado Português comunica que hoje, pelas 9:30, apresentou-se na sede do Banco uma equipa de investigação dirigida por um juiz de Instrução, munida de um mandado de busca e apreensão de documentos, no âmbito de um processo a correr no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa", afirma o BPP em comunicado, garantindo que "prestou e continuará a prestar às autoridades, como é sua obrigação, toda a colaboração que lhe for solicitada".
João Rendeiro desconhece investigação
Contactado pela RTP, João Rendeiro diz nada saber sobre esta investigação, garantindo que não foi contactado pelas autoridades.
Também Diogo Vaz Guedes, futuro presidente da Privado Holding que detém o BPP, garante desconhecer os motivos da investigação.
A gestão do banco saiu das mãos de João Rendeiro há cerca de dois meses, para ser assumida por dois administradores do Banco de Portugal.
A instituição foi recentemente recapitalizada com uma injecção de 400 milhões de euros, resultado de uma garantia governamental e um empréstimo de quatro bancos nacionais.