Ministério Público investiga morte de recluso na cadeia de Izeda
O Ministério Público de Bragança está a investigar as circunstâncias em que ocorreu, quarta-feira, a morte de um recluso no Estabelecimento Prisional de Izeda, disse hoje fonte judicial.
De acordo com a fonte, o recluso foi encontrado sem vida na cela onde dormia, existindo suspeitas de que a morte tenha sido causada por overdose de droga.
Fonte dos serviços prisionais contactada pela Agência Lusa afastou, no entanto, esta possibilidade, considerando tratar-se de "morte natural" e encarando o procedimento do Ministério Público como "algo de habitual em circunstâncias como esta".
Ninguém se terá apercebido do que aconteceu, nem mesmo os colegas de cela.
A ausência do recluso no pequeno almoço é que terá levado os guardas prisionais a procurarem o mesmo, tendo sido encontrado já cadáver na cela.
O recluso, de 30 anos e natural da zona do Porto, foi condenado por burla e cumpria uma pena cuja duração não foi possível apurar.
A fonte dos serviços prisionais disse apenas à Lusa que o recluso frequentava um curso de formação profissional, algo que só acontece quando as penas têm uma duração média "normalmente de pelo menos três anos".
De acordo com a fonte, o recluso teve sempre "bom comportamento e nada indicava que um situação destas pudesse acontecer".