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Ministro da Defesa adia reunião após divulgação de carta aberta

Ministro da Defesa adia reunião após divulgação de carta aberta

O Ministério da Defesa adiou a reunião prevista para quinta-feira com a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), um dia depois de ter recebido uma "carta aberta" em que critica o ministro pelos cortes orçamentais.

Agência LUSA /

Fonte do Ministério da Defesa disse à Agência Lusa que a reunião foi adiada "até estarem reunidas as condições de serenidade" e que as questões levantadas pela AOFA "têm de ser tratadas em diálogo, aberto e transparente, mas na sede própria".

O encontro de quinta-feira com a AOFA, segundo a mesma fonte, tinha sido agendado antes do anúncio da manifestação, convocada por três associações militares, para o dia 23, em Lisboa, mas foi desmarcada depois de a AOFA ter divulgado uma carta aberta em que crítica o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.

Nessa carta aberta, a Associação de Oficiais das Forças Armadas critica os cortes orçamentais na defesa e afirma que estão a provocar descontentamento entre representantes das várias forças militares.

Na carta, os dirigentes da AOFA "transmitem alguns dos motivos do seu desagrado e explicam as suas `fortes suspeitas` sobre uma `nova ofensiva` que se esteja a preparar contra a condição militar", segundo noticiou hoje o jornal Público.

Os militares criticam três medidas que constam do Orçamento de Estado para 2007 e que queriam discutir com o ministro da Defesa na reunião que estava prevista para quinta-feira.

As três medidas são a redução de cerca de 50 por cento nas verbas para a despesa com a saúde dos militares e familiares, a redução de cerca de 25 por cento nas verbas destinadas às remunerações de reserva e a diminuição de cerca de 900 efectivos militares.

De acordo com a AOFA, se estas medidas avançarem "afectarão gravemente as condições sócio-profissionais dos militares no próximo ano".

A associação diz também que os reformados e deficientes serão particularmente afectados com estas alterações ao verem reduzir os benefícios fiscais.

A AOFA critica ainda o ministro Nuno Severiano Teixeira por não ter sido ouvida sobre as intenções do Governo para o Orçamento de Estado do próximo ano para a Defesa.

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