Ministro desafiou centro de saúde de Vila do Conde para a construção de duas unidades saúde

Ministro desafiou centro de saúde de Vila do Conde para a construção de duas unidades saúde

O ministro da Saúde desafiou hoje a direcção do Centro de Saúde de Vila do Conde a criar duas unidades de saúde familiares (USF) no espaço de um ano para atender aos 22 por cento da população do concelho sem médico de família.

Agência LUSA /

Correia de Campos falava na inauguração oficial das novas instalações daquele serviço, que já estão a funcionar desde Setembro num moderno edifício de três pisos situado por detrás do velho hospital e projectado pelo arquitecto Paulo Providência.

Após destacar a "impressão muito positiva" que lhe causou "a beleza das instalações", o governante apelou a uma ligação mais estreita do centro vilacondense à comunidade que o envolve.

"Gostaria de cá voltar dentro um ano já com duas unidades de saúde familiares a funcionar aqui", desafiou Correia de Campos.

O ministro entende que tais unidades são um bom remédio para atacar o problemas das listas de espera que, no caso de Vila do Conde, atinge mais de dez mil pessoas, 4.500 das quais só na extensão de saúde da freguesia piscatória das Caxinas.

Esta realidade é "intolerável", afirmou Correia de Campos, dirigindo-se aos profissionais que trabalham naquele centro, entre os quais disse haver um efectivo de 28 médicos que, na sua opinião, pode fazer melhor do que tem sido feito.

Segundo um responsável da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte ouvido pela Lusa, um médico integrado numa USF pode ocupar-se de cerca de 1.800 doente, sendo as 52 destas unidades já a funcionar em todo o país um dos pilares da política de saúde do governo.

As USF gozam de autonomia de funcionamento, praticam horários mais flexíveis e oferecem incentivos aos seus profissionais, condições inexistentes nos tradicionais centros de saúde, recordou aquele responsável.

Na região tutelada pela ARS-Norte, já há 19 USF em serviço e mais 40 estão previstas, de acordo com a informação prestada por um administrador deste organismo, que classificou esta política como "uma aposta bem sucedida".

As primeiras duas unidades da região entraram ao serviço, em Setembro, em Valongo e em Rio Tinto (Gondomar).

Correia de Campos reafirmou a aposta do governo nestas estruturas, argumentando que "Portugal não pode ser o país do desperdício" e dando como exemplo da sua preocupação o esforço para reduzir o preço dos medicamentos, que este ano, afirmou, "vão baixar outra vez seis por cento".

Com a directora do Centro de Saúde de Vila do Conde, Manuela Ornelas, sentada a seu lado, Correia de Campos lançou um último apelo:

"se não quiserem fazer unidades de saúde familiares, então organizem- se".

PUB