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Moradores de Rio Meão saíram à rua em pijama assustados com estrondo

Moradores de Rio Meão saíram à rua em pijama assustados com estrondo

A explosão que hoje matou um operário e destruiu as instalações de uma fábrica de Rio Meão, Feira, apanhou desprevenidos os vizinhos, que fugiram para a rua em pijama, pensando tratar-se de um terramoto.

Agência LUSA /

O rebentamento da caldeira na Fábrica de Papel Zorrinha ocorreu hoje de madrugada, provocando a morte de um operário e ferimentos em outro, e destruindo as instalações da fábrica, que ficou inoperacional.

Quando a explosão ocorreu, José Ferreira da Silva, reformado, estava a dormir na sua casa, que fica mesmo em frente o portão da fábrica.

"Nunca em toda a vida ouvi um estrondo tamanho. A parede da casa rachou-se, as telhas partiram-se, os estores das janelas ficaram em pedaços e um anexo que tenho ficou destruído", contou à Lusa, adiantando que "o sopro da explosão abriu o portão de chapa e projectou pedras" para dentro do seu terreno.

Convencido de que se tratava de um terramoto, José Ferreira da Silva disse à mulher para se proteger debaixo da cama.

"O cão começou a ganir e isto foi uma coisa como nunca tinha visto", contou, recordando que quando se aproximou da janela ainda viu um homem estendido na estrada.

"Era um operário que ia a entrar e foi atirado ao chão pela força da explosão. Depois lá se recompôs, mas julguei que também estivesse morto", descreve.

O vizinho da fábrica está agora preocupado com os estragos que teve: "ainda ninguém me disse nada sobre os prejuízos e, se chover, fico com tudo estragado porque o telhado ficou todo danificado. Apenas disseram que vinha aqui um perito depois do almoço, mas até agora ainda ninguém por cá apareceu".

Victor Amorim vive bem mais longe da fábrica, a cerca de 500 metros, mas também apanhou um susto dos grandes.

"Seriam quase seis horas quando ouvimos um estoiro e a casa tremeu de alto a baixo. Toda a gente saiu para a rua como estava. Olhe, eu saí em cuecas e havia muita gente em pijama cá fora, a tentar perceber o que se passava.

Foram momentos de aflição e a maior parte das pessoas dizia que era um terramoto. Já ninguém pregou olho", relatou.

A fábrica ficou com a cobertura destruída, cujos ferros foram projectados dezenas de metros em várias direcções, apesar do peso.

Poucos são os vidros que restam nas janelas da Fábrica de Papel Zorrinha e no interior da unidade fabril, que tem cerca de 200 operários e ficou sem condições para laborar.

A confusão era muita, pelo que os esclarecimentos aos jornalistas foram remetidos para mais tarde.

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