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Moreira da Silva apresenta a candidatura à liderança do PSD

Moreira da Silva apresenta a candidatura à liderança do PSD

O antigo vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva apresenta a candidatura à liderança do partido, num espaço em Monsanto (Lisboa), esta quarta-feira, cerca de uma semana depois de ter confirmado que disputará as eleições diretas de 28 de maio.

Lusa /
Jorge Moreira da Silva revela as ideias que tem para se candidatar à liderança do PSD D.R.

A sessão de apresentação está marcada para as 11h00, seguida de perguntas da comunicação social.

Na quinta-feira passada, Jorge Moreira da Silva anunciou, em comunicado, a sua candidatura à liderança social-democrata, dando conta que já tinha apresentado a demissão das funções de Diretor da Cooperação para o Desenvolvimento, na OCDE, cargo que ocupava desde 2016, em Paris.

Candidato-me à liderança do PSD por sentido de responsabilidade – atendendo às circunstâncias difíceis que tanto Portugal como o PSD enfrentam - e animado pela firme convicção de que sou portador de um projeto capaz de renovar o PSD, libertar o potencial de Crescimento Sustentável em Portugal e assegurar que os portugueses reconquistam o seu pleno Direito ao Futuro”, justificou o antigo ministro do Ambiente.

Moreira da Silva é o segundo candidato à sucessão de Rui Rio nas eleições diretas do PSD, depois de o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro se ter apresentado publicamente na corrida há cerca de duas semanas.

Esta será a primeira candidatura de Jorge Moreira da Silva à presidência do PSD, ao contrário de Luís Montenegro que vai disputar o cargo pela segunda vez, depois de em janeiro de 2020 ter perdido para Rui Rio, numa inédita segunda volta no partido.

Moreira da Silva tem 50 anos, foi líder da Juventude Social-Democrata (entre 1995 e 1998), deputado, eurodeputado, e primeiro vice-presidente do PSD, durante a liderança de Pedro Passos Coelho, tendo sido no seu Governo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia.

Jorge Moreira da Silva preside ao "think-tank" Plataforma para o Crescimento Sustentável, que fundou há 10 anos e que reúne cerca de 500 pessoas de diversos quadrantes.

Em setembro do ano passado, apresentou um livro intitulado “Direito ao Futuro” no qual defendeu que se deve discutir “menos partidarite e mais políticas públicas”, e que “um líder tem de ser um líder servidor”.

O atual presidente do PSD, Rui Rio, que ocupa o cargo desde janeiro de 2018, já anunciou que deixará a liderança do partido depois da derrota nas legislativas de 30 de janeiro. As eleições diretas para escolher o seu sucessor foram marcadas em Conselho Nacional para 28 de maio e o Congresso vai realizar-se entre 1 e 3 de julho, no Porto.

O prazo limite para a apresentação de candidaturas à liderança do PSD é o dia 16 de maio, e estas têm, como habitualmente, de ser subscritas por um mínimo de 1.500 militantes e de ser acompanhadas de uma proposta de estratégia global e do orçamento de campanha.

Fora da corrida foram-se colocando nomes como Paulo Rangel, Carlos Moedas, Poiares Maduro, Ribau Esteves, Miguel Pinto Luz ou Pedro Rodrigues.



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