Mota Soares considera insólita saída de Ribeiro e Castro
O vice-presidente da bancada do CDS-PP Mota Soares considerou hoje "um bocadinho insólito" o abandono dos trabalhos do Conselho Nacional pelo presidente do partido Ribeiro e Castro.
"Todos o CDS está neste momento reunido em Conselho Nacional.
É um bocadinho insólito estarmos numa reunião que o presidente do partido abandonou", disse Mota Soares, frisando que esta terá sido a primeira vez que acontece uma saída deste tipo.
Ribeiro e Castro deixou os trabalhos do Conselho Nacional 45 minutos depois do início da reunião.
"Por uma questão de coerência e para separar o debate político das questões processuais considero mais correcto assim", justificou Ribeiro e Castro, antes de deixar o Palácio de Desportos de Torres Novas onde decorre o Conselho Nacional.
No entanto, Mota Soares considera que "é normal que todos os Conselhos Nacionais discutam questões processuais".
"Estamos a tomar decisões que são decisões essenciais e muito importantes para o futuro do partido", defendeu, acrescentando que "antes de voltar ao debate político é essencial aprovar uma série de regulamentos".
Apesar de recusar fazer uma leitura política da saída de Castro, Mota Soares disse "estar triste" com esta decisão do presidente do partido.
"Tenho pena que o senhor presidente abandone os trabalhos (Ó) Fico triste que entenda não participar nesta discussão", disse, assegurando que vai manter-se na reunião do Conselho Nacional.
"É uma discussão na qual eu quero participar", disse, apelando a todos os conselheiros que se mantenham na reunião.
Questionado se atribui a saída de Ribeiro e Castro a uma previsível vitória da solução das directas imediatas, defendidas por Portas, Mota Soares deixou um `recado`.
"Um bom democrata sabe sempre ler os resultados", disse.
O Conselho Nacional de hoje deverá decidir a forma da eleição do futuro presidente do partido, entre o Congresso defendido pela direcção e as directas pretendidas por Paulo Portas, e debater os regulamentos de ambos os métodos.