País
Motoristas foram chamados. Maternidade Alfredo da Costa já resiste 24 horas num apagão
Foi uma das situações "críticas" no apagão: a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, tinha uma autonomia de cinco horas e, com o passar do dia, houve motoristas do Governo a levar combustível à unidade, mas não foi necessário. ULS São José garante à RTP Antena 1 que todos os hospitais resistem agora um dia. Já a Direção Executiva do SNS não esclarece qual o reforço feito em todos os hospitais.
Um ano depois do apagão, a Unidade Local de Saúde (ULS) São José revela à rádio pública que os hospitais resistem um dia caso falte eletricidade. “Foi reforçada a capacidade dos depósitos em todas as unidades hospitalares da ULS São José”, afirma fonte oficial, sendo que o reforço “teve como objetivo assegurar uma autonomia mínima de, pelo menos, 24 horas em todas as unidades”.
A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e o Hospital Santo António dos Capuchos foram as instituições da ULS onde, durante o apagão, “a capacidade se revelou desajustada”, explica. Os problemas tinham sido admitidos pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde.
Com o passar das horas no dia 28 de abril de 2025, a ULS São José esperava um “camião-cisterna” que “demorou tempo a chegar por causa do trânsito”, admitiu Álvaro Santos Almeida em março de 2026, na Assembleia da República. “Chegou por volta das 20 horas, mas já estava o reabastecimento a ser efetuado nas duas unidades que referi: primeiro Maternidade Alfredo da Costa e depois Hospital dos Capuchos, que eram os mais críticos”, sublinhou aos deputados do grupo de trabalho do apagão.
Álvaro Santos Almeida na Comissão de Ambiente e Energia, 25 de março de 2026
A Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e o Hospital Santo António dos Capuchos foram as instituições da ULS onde, durante o apagão, “a capacidade se revelou desajustada”, explica. Os problemas tinham sido admitidos pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde.
Com o passar das horas no dia 28 de abril de 2025, a ULS São José esperava um “camião-cisterna” que “demorou tempo a chegar por causa do trânsito”, admitiu Álvaro Santos Almeida em março de 2026, na Assembleia da República. “Chegou por volta das 20 horas, mas já estava o reabastecimento a ser efetuado nas duas unidades que referi: primeiro Maternidade Alfredo da Costa e depois Hospital dos Capuchos, que eram os mais críticos”, sublinhou aos deputados do grupo de trabalho do apagão.
Álvaro Santos Almeida na Comissão de Ambiente e Energia, 25 de março de 2026
Reconhecendo como “medida necessária e imprescindível”, a ULS São José aumentou a capacidade dos “depósitos dos grupos eletrogéneos de emergência (grupos geradores) dos diferentes polos da ULS”.
A capacidade foi reforçada em quatro vezes nos locais onde era “desajustada”, algo que já tinha admitido à revista Sábado, com a ULS São José a revelar agora à Antena 1 que se trata de uma autonomia de 24 horas nos hospitais.
A capacidade foi reforçada em quatro vezes nos locais onde era “desajustada”, algo que já tinha admitido à revista Sábado, com a ULS São José a revelar agora à Antena 1 que se trata de uma autonomia de 24 horas nos hospitais.
Apesar do reforço, as 24 horas não cumprem a recomendação deixada pelo grupo de trabalho ao apagão na Assembleia da República, que sugeria ao Governo uma autonomia energética para "infraestruturas críticas" de pelo menos 72 horas, entre elas os hospitais.
"Motoristas foram comprar e levar gasóleo à MAC"
“Quando estávamos com medo que não chegasse, a solução foi dizer: vão os motoristas dos ministros levar o gasóleo que têm nos seus automóveis para a MAC”, admitiu, numa altura em que haveria apenas uma hora de combustível na maternidade, segundo o então ministro da Coesão Territorial.
Declarações no Jornal da Tarde, a 30 de abril de 2025
Este episódio levou a que a ULS São José interviesse: rejeitando que tenha havido “qualquer momento crítico” na prestação de cuidados, a unidade explicou que o seu gerador a gasóleo era “de 400 litros”, com energia “para aproximadamente cinco horas, dependendo do consumo”.
Embora o combustível dos motoristas não tenha sido necessário, porque foi usada outra fonte, Castro Almeida confessou na RTP: não sendo fácil “roubar” combustível dos carros, como admitiu primeiro, “os motoristas foram comprar gasóleo e levar gasóleo à maternidade”.
SNS não esclarece se hospitais têm mais autonomia
As preocupações cresceram no dia do apagão quando a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE SNS) começou a perceber as falhas dos hospitais num cenário prolongado sem eletricidade.
"Muito poucas unidades estavam preparadas para 72 horas de autonomia", constatou Álvaro Santos Almeida, pelo que as unidades locais de saúde começaram a fazer reabastecimentos locais. Problema? Lisboa: "Naturalmente há muitas mais e é mais difícil estabelecer um contacto local", justificou. Álvaro Santos Almeida na Comissão de Ambiente e Energia, 25 de março de 2026
"Muito poucas unidades estavam preparadas para 72 horas de autonomia", constatou Álvaro Santos Almeida, pelo que as unidades locais de saúde começaram a fazer reabastecimentos locais. Problema? Lisboa: "Naturalmente há muitas mais e é mais difícil estabelecer um contacto local", justificou. Álvaro Santos Almeida na Comissão de Ambiente e Energia, 25 de março de 2026
O diretor executivo do SNS não explicou em concreto se todos os hospitais têm autonomia para 72 horas. Apenas afirmou que, "se houve algo de positivo que resultou do apagão foi precisamente chamar-nos a atenção para algumas vulnerabilidades, que foram corrigidas".
Questionada pela RTP Antena 1, a DE SNS volta a não responder. E esclarece que as 72 horas não são necessariamente uma referência: foram ditas tendo em conta que a "informação disponível (na altura) indicava que os constrangimentos verificados poderiam prolongar-se até esse período".
O apagão foi uma "relevante oportunidade de aprendizagem para o sistema" e, depois das lições tiradas, "registou-se uma evolução" nas tempestades que afetaram o país, sem falhas em geradores.
"Apesar dos constrangimentos verificados, as equipas mantiveram-se plenamente operacionais e no terreno, tendo sido assegurada, de forma contínua, a prestação de cuidados de saúde à população, não se tendo registado qualquer falha no abastecimento dos geradores e tendo sido devidamente ativados e cumpridos os planos de contingência das Unidades Locais de Saúde", afirmou em resposta por escrito à rádio pública sobre as tempestades.