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Mouraria. "A Travessa da Madalena é sala de chuto a céu aberto", diz morador. Moedas diz que é caso grave
A zona da Mouraria, é um caso grave e é mais do que prioritária no combate ao tráfico e ao consumo de drogas, defendeu o presidente Carlos Moedas, no período aberto ao público durante a reunião pública da Câmara de Lisboa.
Fotografia: Arlinda Brandão - RTP Antena 1
Uma reação após o alerta do munícipe Hugo Gonçalves para situações "bastante graves" que estão a acontecer na Mouraria, numa zona que fica na Baixa, em pleno coração da cidade e junto a uma das zonas mais turísticas da capital.
"A Travessa da Madalena, neste momento, é uma sala de chuto a céu aberto, sala de 'swing' às vezes, casa de banho, sala onde também selecionam o que conseguem roubar aos turistas e outras pessoas, tem lixo, dejetos", disse o munícipe Hugo Gonçalves, no período aberto ao público durante a reunião pública da Câmara de Lisboa.
Alertando para uma situação de "falta de Estado na Mouraria", disse que a população se sente insegura nesta zona da cidade, inclusive sofre agressões verbais e físicas.
Ainda segundo Hugo Gonçalves, outro dos problemas na Mouraria concentra-se na Rua Marquês de Ponte de Lima e no Largo do Terreirinho, onde a situação "é mais complexa", com tráfico de droga.
"O tráfico tomou conta daquela zona e ali não há mesmo Estado, não há EMEL, não há Polícia Municipal, o estacionamento é dos traficantes", afirmou.
"É caso de bradar, isto é um caso grave" responde o presidente Carlos Moedas
Sobre esta situação na Mouraria, o autarca reconheceu que a "zona é mais do que prioritária, porque o que se está a passar ali não pode acontecer".
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa salientou que o ponto prévio à resposta a este problema é ter mais polícia na cidade, porque sem esse reforço dos elementos da PSP e da Polícia Municipal "é muito difícil", e lembrou como boa notícia a chegada de mais 100 polícias Municipais e mais 200 polícias da PSP em julho".
Sobre as propostas do munícipe, Carlos Moedas manifestou disponibilidade para avaliar "a solução de eventualmente pôr uma cancela ou um portão ou o que seja" para restringir a entrada na Travessa da Madalena.
"Faz-me sentido neste momento", admitiu referindo que o problema dos consumos de drogas na cidade, sobretudo depois da pandemia de covid-19, registou "um aumento imenso".