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Movimento Armilar Lusitano. Diretor da PSP fala de caso excecional "grave" de agente acusado

Movimento Armilar Lusitano. Diretor da PSP fala de caso excecional "grave" de agente acusado

O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, considerou hoje “excecional” o caso do chefe da polícia arguido na investigação ao grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano e defendeu que isso não representa aquela força policial. Garantiu ainda que a PSP tem um controlo interno e externo muito forte que dão garantias.

RTP /

“Só um caso já é grave, só uma alegação já é grave, não quero desvalorizar”, disse o diretor da PSP, quando questionado pelos jornalistas pela acusação que foi conhecida esta quinta-feira sobre a acusação a nove pessoas deste grupo que estaria, entre outras suspeitas, a planear um ataque à casa do primeiro-ministro.

Entre os arguidos está um chefe da PSP que estava em comissão de serviço na Polícia Municipal de Lisboa.

Luís Carrilho refere que “o que é importante é que as instituições sejam confiáveis e a PSP é de grande confiança. Casos e alegações que surjam contra a lei devem ser investigadas”, assegura.

O responsável considera que o controlo externo e interno sobre a PSP é muito forte e que por isso há a garantia de que as situações são respondidas em sede de processo disciplinar como em sede de investigação criminal, se necessário.

Neste momento, considera que deve-se deixar funcionar a justiça, alertando ainda que há a presunção de inocência que tem de ser respeitada. Preferiu colocar a tónica no trabalho que é feito pelos restantes 20 mil homens e mulheres da polícia.

O responsável reiterou ainda que, enquanto polícia municipal, o agente em causa não teria acesso ao SEI, serviço de informação onde poderia estar informação sobre a segurança do primeiro-ministro.

O Ministério Público (MP) acusou nove arguidos no processo relacionado com o grupo de extrema-direita Movimento Armilar Lusitano (MAL) por crimes de terrorismo, entre outros, imputando-lhes o planeamento de ações futuras contra alvos políticos, partidos, jornalistas e académicos.

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