MP acusa dois fuzileiros por homicídio qualificado de agente da PSP em março

por RTP
A investigação foi dirigida pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária. Lusa

O Ministério Público acusou dois fuzileiros pela prática de homicídio qualificado do agente da PSP Fábio Guerra na madrugada de 19 de março de 2022.

“O Ministério Público requereu o julgamento, perante Tribunal Coletivo, de dois arguidos pela prática de um crime de homicídio qualificado, três crimes de ofensas à integridade física qualificadas e um crime de ofensas à integridade física simples”, adiantou a Procuradoria-Geral Regional de Lisboa esta sexta-feira.

Os factos tiveram lugar na madrugada de 19 de março de 2022, junto à discoteca Mome, em Lisboa, e tiveram como vítimas agentes da Polícia de Segurança Pública, um dos quais acabou por morrer na sequência de ferimentos sofridos.

“Resulta da acusação que as vítimas, ao presenciarem agressões nas quais os arguidos estavam envolvidos, tentaram travá-las, identificando-se como agentes da autoridade, mas acabaram eles próprios por ser agredidos violentamente”, indica a nota.

Segundo a Procuradoria-Geral Regional, “por temerem represálias dos arguidos, a algumas das testemunhas foi aplicada medida para proteção de testemunhas em processo penal”.

“Os arguidos encontram-se em prisão preventiva desde o primeiro interrogatório judicial. A investigação foi dirigida pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária”, acrescenta.

O agente Fábio Guerra, de 27 anos, morreu a 21 de março, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo.

A PSP informou, na altura, que junto à discoteca se encontravam "quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal", acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de dez pessoas.

Um terceiro suspeito está a monte e em março a Polícia Nacional espanhola colocou uma publicação nas várias redes sociais a pedir a colaboração dos cidadãos para encontrarem o fugitivo.
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