País
Nem o optimismo na produção no Douro deste ano tranquiliza viticultores: "Já não aguentamos mais"
A pouco mais de um mês do arranque das vindimas na Região Demarcada do Douro, quem vive do cultivo de uvas para produzir vinho do Porto, receia a exigência de um novo corte na produção para menos de 75 mil pipas anuais, a quota até agora em vigor.
Fotografia: Arlinda Brandão
É convocado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a sua filiada, a Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense (Avadouriense), que se queixam do preço pago aos produtores, num ano em que se agravaram os custos de produção.
Quem vive e trabalha neste setor na região, pede respostas ao Governo e ao Institituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) e aponta-se para a possibilidade de novos protestos como último recurso para não abandonar a viticultura duriense.
Ouvido pela rádio Pública, Vitor Herdeiro da Associação dos Viticultores e da Agricultura Familiar Douriense diz que marcaram este Plenário para ouvir os viticultores: "já se fala num novo corte de vinho do Porto. Já estamos nas 75 mil pipas, nos limites dos limites(...) e marcámos este Plenário para os ouvirmos, para vermos o que podemos fazer e exigir do governo".
Vitor Herdeiro desabafa: "já não aguentamos mais. Os viticultores não aguentam mais esta situação. Produzir nestas condições abaixo dos custos de produção, com preços miseráveis".
Na reunião/Plenário de viticultores marcado para domingo, no Peso da Régua poderão ser delineadas formas de luta por parte dos viticultores do Douro, a realizar antes da vindima segundo os organizadores da iniciativa.