País
"Nenhum aluno será prejudicado". Ministro da Educação mantém calendário de acesso ao Ensino Superior
O ministro assegurou que "nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações, seja no acesso ao Ensino Superior". Os estudantes afetados pelas falhas do sistema poderão recorrer a uma época especial de exames em setembro.
O ministro da Educação falou esta segunda-feira em conferência de imprensa sobre o processo de correção dos exames nacionais. Fernando Alexandre garantiu que, apesar das perturbações, "nenhum aluno será prejudicado" e anunciou que irá manter-se o calendário para as candidaturas ao Ensino Superior.
“Os alunos não serão prejudicados na sua candidatura” ao Ensino Superior, garantiu, acrescentando que “não há necessidade de alterar o calendário da primeira fase de candidaturas”, que decorre entre hoje e o dia 6 de agosto. “O Governo reafirma a proteção dos direitos de todos os alunos em condições de equidade total e total transparência no processo de avaliação externa”, declarou.
“Lamentamos e pedimos desculpa mais uma vez pela perturbação causada na vida dos alunos numa altura decisiva para o seu futuro”, assim como “na vida das famílias e dos professores”, afirmou Fernando Alexandre.
“Lamentamos e pedimos desculpa mais uma vez pela perturbação causada na vida dos alunos numa altura decisiva para o seu futuro”, assim como “na vida das famílias e dos professores”, afirmou Fernando Alexandre.
Sobre os atrasos nas classificações das provas, o ministro disse que “hoje de manhã não é expectável que nas pautas subsistam classificações em suspenso”, uma vez que “todas as escolas receberam a informação atualizada”.
Garantiu igualmente que os alunos terão acesso às provas digitalizadas e adiantou que, pelas 11h30 desta segunda-feira, “encontravam-se distribuídas cerca de 190 mil das 290 mil provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário”.
Garantiu igualmente que os alunos terão acesso às provas digitalizadas e adiantou que, pelas 11h30 desta segunda-feira, “encontravam-se distribuídas cerca de 190 mil das 290 mil provas realizadas na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário”.
Fernando Alexandre reiterou que “apesar dos constrangimentos registados
na implementação neste ano letivo, este modelo inovador de classificação
eletrónica representa um avanço para o nosso sistema educativo”.
Alunos prejudicados poderão ir a época especial de exames
O Governo decidiu ainda que “aos alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à segunda fase dos exames nacionais, será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial a realizar no início de setembro”.
“Para os devidos efeitos, contará como segunda fase para esses alunos”, explicou. “Estão em causa, por exemplo, os alunos cuja classificação venha a ser alterada em resultado das desconformidades da digitalização”.
O Governo recusou, porém, abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, dizendo que “têm de se manter” pois são “uma taxa moderadora”.
Além disso, foi decidida a realização de uma auditoria externa ao processo de classificação digital para identificar detalhadamente as falhas ocorridas.
“Sabemos que a implementação deste modelo não começou bem, mas estamos comprometidos em melhorar essa implementação porque em causa está uma melhoria para o próprio sistema educativo”, afirmou Fernando Alexandre.
Questionado sobre se tem condições para permanecer no cargo, o ministro respondeu que deu o seu melhor e que o seu ministério tem “feito coisas muito boas”, mas “às vezes há coisas que não correm bem”.
“Eu dou o meu melhor, a minha equipa também, em prol do nosso sistema educativo”, argumentou. “Uma coisa é haver alguma intenção ou negligência. Isso eu posso garantir que não houve”.
“Cumpri a minha missão, com perturbação, mas não vai haver uma única família prejudicada por isto”, insistiu o governante.
“Eu dou o meu melhor, a minha equipa também, em prol do nosso sistema educativo”, argumentou. “Uma coisa é haver alguma intenção ou negligência. Isso eu posso garantir que não houve”.
“Cumpri a minha missão, com perturbação, mas não vai haver uma única família prejudicada por isto”, insistiu o governante.