Novo centro de acolhimento em Melgaço
Viana do Castelo, 12 Jan (Lusa) - As duas antigas casas dos magistrados de Melgaço, desactivadas há sete anos, reabriram hoje transformadas em espaço de acolhimento temporário para crianças e jovens em risco, anunciou o presidente da Câmara Municipal.
Rui Solheiro disse à Lusa que as infraestruras têm capacidade para acolher até 16 utentes, dos zero aos 18 anos, e que hoje mesmo recebem o primeiro "inquilino", um recém-nascido oriundo de Viana do Castelo.
"Este equipamento vem ajudar a atenuar uma carência do Alto Minho, que não dispõe de estruturas suficientes para responder às necessidades de acolhimento de crianças e jovens em risco, muitos das quais acabam por ser colocadas noutros distritos", acrescentou o autarca.
As antigas casas dos magistrados foram compradas pela Câmara de Melgaço ao Ministério da Justiça por 150 mil euros, tendo as respectivas obras de adaptação custado outros 150 mil.
O novo equipamento será gerido pelo Centro Social e Paroquial de Chaviães, ao abrigo de um acordo com a Segurança Social.
As referidas casas, situadas em pleno centro histórico da vila, foram durante largos anos utilizadas como residência do juiz e do procurador do Ministério Público colocados na comarca de Melgaço, mas desde 2001 não eram utilizadas para esse fim.
No distrito de Viana do Castelo existem actualmente sete instituições com centros de acolhimento temporário de menores, cuja lotação "está sempre esgotada", com cerca de 220 utentes.
Em Fevereiro de 2008, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Viana do Castelo, abriu o seu novo "Berço", duplicando, de 12 para 24, a sua capacidade de acolhimento de bebés e jovens em risco.
VCP.
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