Novos horários na PSP “geram guerra” sobretudo no comando metropolitano de Lisboa

Novos horários na PSP “geram guerra” sobretudo no comando metropolitano de Lisboa

Os agentes da PSP rejeitam a entrada dos novos horários no dia 1 de fevereiro, já que lhes cortam a possibilidade de folgar dois dias seguidos, impedindo-os assim de continuar a aproveitar esses períodos para conviverem com a família. Os sindicatos exigem a "suspensão imediata" dos novos horários elaborados ainda pelo anterior diretor nacional da PSP, superintendente chefe Guedes da Silva.

RTP /

Os vários sindicatos que representam os agentes e demais trabalhadores da PSP exigem a “suspensão imediata” dos novos horários elaborados pelo anterior diretor nacional da corporação.

A entrada dos novos horários está prevista para a próxima quarta-feira, dia 1 de fevereiro, e foram ainda elaborados pelo anterior diretor-nacional da PSP que entretanto foi exonerado e substituído por Valente Gomes que ainda não tomou posse.

A situação está a gerar mau-estar em toda a corporação, mas é especialmente no comando metropolitano de Lisboa que o descontentamento se está a fazer sentir com maior intensidade.

A razão apontada para as críticas é a de que esses novos horários permitem aos vários comandos a escolha entre as várias matrizes apresentadas. Ora a matriz selecionada pelo comando metropolitano de Lisboa impede os agentes de terem folgas seguidas e de estarem livres um fim de semana completo.

Prende-se tudo com a rotatividade das folgas. È que os agentes na sua grande maioria habitam fora da cidade de Lisboa e como em todas as profissões que têm esse tipo de horário, aproveitam precisamente esses dois dias para estar com a família.

Sensíveis ao problema, a ASPP, juntamente com o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) e o Sindicato Unificado da Polícia (SUP), têm mantido várias reuniões com o comandante de Lisboa, mas ainda não foi possível chegar a um acordo.

Paulo Rodrigues, da ASPP, é otimista quanto à possibilidade real de se chegar a um consenso e acredita que o comandante de Lisboa pode ainda adiar a entrada em vigor dos novos horários. Mas se o não fizer, a ASPP admite encetar medidas de luta e pondera levar o assunto ao novo diretor nacional da PSP, Valente Gomes, que ainda não tomou posse.

O presidente do SPP, António Ramos, deu a conhecer, citado pela Lusa que, o sindicato que representa pondera recorrer ao tribunal para que a decisão dos horários seja impugnada judicialmente e realizar uma vigília junto às instalações da Direção Nacional da PSP.

A ASPP, SPP e SUP levam a cabo uma reunião conjunta na próxima terça-feira para analisarem qual a proposta que apresentarão ao comandante de Lisboa e as medidas de luta a adotar no futuro, caso as alterações aos horários de trabalho não sejam suspensas.
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