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"Nunca existiu qualquer tentativa de ocultação", argumenta MAI
Comunicado refere que a criação da empresa da mulher de Luís Neves "não configura qualquer violação de exclusividade de funções".
O ministério da Administração Interna (MAI) garante que “nunca existiu qualquer tentativa de ocultação” relativamente à declaração da empresa da mulher de Luís Neves à Entidade para a Transparência (ET).
A nota faz um esclarecimento quanto à informação prestada à ET. O MAI refere que “foi objeto de declaração e correção retroativa face às declarações anteriores, em 25 de maio de 2026, quando a situação foi detetada."
No comunicado pode ler-se que a declaração de início de funções, datada de 2024, como Diretor Nacional da Polícia Judiciária, foi substituída a 25 de maio de 2026, na mesma altura em que foram submetidas as declarações de alteração e substituição enquanto Ministro da Administração Interna.
"Houve preocupação de revisitar as declarações anteriores e corrigir voluntariamente esta situação fazendo constar a participação social por via conjugal”, avança a nota.
O MAI também deixa claro que a criação da empresa da mulher de Luís Neves “não configura qualquer violação de exclusividade de funções, quer como Diretor Nacional da Polícia Judiciária, quer como Ministro da Administração Interna", uma vez que "a empresa não tem qualquer interesse que esteja na área de atuação, ou esfera de decisão" de Luís Neves, quer como Diretor Nacional da Polícia Judiciária ou como ministro da Administração Interna.
A nota ressalva ainda que “a situação foi corrigida, antes mesmo destas questões serem suscitadas publicamente.”