Oito fogos por circunscrever, Braga foge ao controlo bombeiros - 19:30
Oito incêndios estavam por circunscrever em Portugal continental às 19:30, segundo o último balanço da Protecção Civil, que indica que o fogo de Celorico de Basto (Braga) fugiu ao controlo dos bombeiros.
De acordo com a nota do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), o fogo que mais meios mobilizava era o de Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, que já esteve circunscrito ao início da tarde.
No combate às chamas em Pampilhosa estavam 317 bombeiros, 97 viaturas e nove meios aéreos.
Já em Braga, o incêndio de Celorico de Basto fugiu ao controlo dos bombeiros e às 19:30 estava a ser combatido por 32 homens, nove viaturas e três meios aéreos.
O distrito de Vila Real continuava a ter dois incêndios por circunscrever: um em Relva, no Parque Natural do Alvão, onde já foi accionado o Plano Distrital de Emergência, e outro em Quintela.
No fogo de Relva estavam 162 bombeiros, 35 viaturas e um meio aéreo e o de Quintela mobilizava 27 bombeiros e oito viaturas.
Segundo o SNBPC, o fogo que lavra em relva obrigou à evacuação das localidades de Benagouro, Iscariz, Paredes, Coedo e Adofe, enquanto o fogo de Quintela levou as autoridades a retirarem algumas pessoas das localidades de Vila Marim e Sapiões, como medida de precaução.
Dois incêndios estavam igualmente por circunscrever no distrito de Viseu: em Santa Luzia (Tabuaço), com 27 bombeiros e nove viaturas, e no Aeródromo de Viseu, onde estavam 24 homens, cinco viaturas e dois meios aéreos.
No distrito de Leiria o fogo de Outão (Pedrógão Grande) mobilizava 45 bombeiros, 11 viaturas e dois meios aéreos, enquanto o fogo de Alvaiázere já tinha entrado em rescaldo.
Em Vale da Forca (Sertã), distrito de Castelo Branco, 29 bombeiros, oito viaturas e cinco meios aéreos tentavam controlar as chamas.
De acordo com o SNBPC, 1.456 bombeiros, apoiados por 388 veículos e 25 meios aéreos estavam envolvidos nas acções de combate, rescaldo e vigilância de incêndios.
As acções de rescaldo e vigilância contavam ainda com o apoio militar de 16 pelotões, num total de 352 homens, uma secção reforçada (15 elementos) e três máquinas de rasto.
Os incêndios já consumiram este ano 134,5 mil hectares, mais do que em todo o ano passado, quando foram consumidos pelas chamas 129.539 hectares, segundo uma estimativa da Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF).
Até 14 de Agosto a DGRF contabilizou 114.517 hectares de floresta ardida, mas tendo em conta os fogos dos últimos dias, nomeadamente o grande incêndio no concelho de Pampilhosa da Serra, a DGRF estima que tenham ardido 134,5 milhares de hectares de floresta até dia 15 de Agosto.
Os dados da DGRF indicam que até 14 de Agosto ocorreram 5.144 incêndios florestais e 18.477 fogachos (menos de um hectare de área ardida).
Os distritos mais atingidos até foram os de Leiria (16.530 hectares ardidos), Vila Real (13.566 hectares) e Coimbra (12.650 hectares).
Em 2004 os incêndios destruíram 129.539 hectares e em 2003 o valor de área ardida ultrapassou os 425 mil hectares, a maior área total devastada pelos incêndios nos últimos 20 anos.
Este ano morreram em Portugal, em incêndios florestais, pelo menos 11 pessoas, oito das quais bombeiros.