Operação "Águas Turvas". Dois arguidos ficam em prisão preventiva

Operação "Águas Turvas". Dois arguidos ficam em prisão preventiva

Eram quatro os suspeitos que aguardavam a decisão do tribunal quanto às medidas de coação. Dois dos arguidos ficam em prisão preventiva e os outros dois ficam com obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica. Em causa está a investigação de um alegado esquema de corrupção na empresa municipal Águas de Gaia (ADGaia).

RTP /

Todos estes arguidos ficam com a obrigação de não contactar, por qualquer meio, entre si e com os demais arguidos do processo e com qualquer elemento da empresa municipal Águas de Gaia.

Cinco empresários vão ter de pagar uma caução no valor de 100 mil euros. Dez dos 14 arguidos foram libertados no sábado.

O tribunal considerou que neste caso está fortemente indiciada a prática de crimes de abuso de poder, corrupção passiva, corrupção ativa e branqueamento. Além disso, considera que se verificam em concreto perigo de fuga em relação a dois arguidos e perigo de perturbação do inquérito em relação a todos os arguidos. 

O Ministério Público pediu prisão preventiva para 4 dos 14 arguidos e a suspensão do exercício de funções e proibição de contactos com outros arguidos a 5 dos outros suspeitos.

Em causa está um alegado esquema de corrupção na empresa Águas de Gaia.

Segundo o Ministério Público manipularam dezenas de contratos para adjudicação ao mesmo empreiteiro em troca de dinheiro, eletrodomésticos, compras, jantares, férias, obras em casa e consultas médicas.

PUB