País
Operação Imergente. Líder do PS lamenta que "imagem do partido" fique prejudicado
Em reação à Operação Imergente, José Luís Carneiro diz que Duarte Moral, assessor do PS, foi suspenso de funções. Em Resende, o líder socialista assumiu que "estas informações prejudicam a imagem do partido".
Foto: Estela Silva - Lusa
O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, exigiu "comportamentos irrepreensíveis" nos planos éticos, morais e legais a quem tem funções de responsabilidade no partido ou em seu nome.
"Quem representa o país, quem é dirigente, tem responsabilidades éticas", disse em reação à Operação Imergente.
"É um momento de tristeza para todos os militantes, é bom que todos tenham consciência que quando desempenham funções em nome do PS estão a representar uma massa humana de muitos milhares de pessoas, são quase 100 mil militantes e estão a representar muitos simpatizantes por todo o país".
Disse, contudo, que é uma questão que está resolvida e que o partido colaborará com as autoridades para que todas as responsabilidades sejam apuradas.
José Luís Carneiro adiantou ainda aos jornalistas que o PS vai "avançar com um conjunto de medidas" que fazem parte de um moção que levou ao congresso do PS e que foi aprovada, e tem a ver "com a criação de um código de ética, com uma comissão que tenha a responsabilidade de aplicar esse código de ética a todos aqueles que têm funções de responsabilidade no PS e também que são eleitos em nome do Partido Socialista".
O secretário-geral admitiu que estas notícias "fragilizam a imagem do partido" e também por isso disse que "quem representa o PS, quem é militante, quem é dirigente tem especiais responsabilidades éticas".
"A criação de uma comissão ética do PS deve integrar os próprios estatutos e, por isso, é que exige uma revisão estatutária para que a transparência, a cultura de prestação de contas, e a assunção de responsabilidades seja assumida por todos, porque o PS foi o fundador do Estado de Direito Democrático", disse.
O secretário-geral admitiu que estas notícias "fragilizam a imagem do partido" e também por isso disse que "quem representa o PS, quem é militante, quem é dirigente tem especiais responsabilidades éticas".
"A criação de uma comissão ética do PS deve integrar os próprios estatutos e, por isso, é que exige uma revisão estatutária para que a transparência, a cultura de prestação de contas, e a assunção de responsabilidades seja assumida por todos, porque o PS foi o fundador do Estado de Direito Democrático", disse.
José Luís Carneiro criticou, na mesma intervenção aos jornalistas, a Prestação Social Única apresentada na sexta-feira pelo Governo.
"Há divergências nos termos desta medida", afirmou.
O secretário-geral do PS diz que não deve ser encarada como uma medida de correção de comportamentos individuais e sociais.