"Operação Pacoba". Movimentação do atrelado pode inviabilizar prova

"Operação Pacoba". Movimentação do atrelado pode inviabilizar prova

Os advogados dos arguidos acusados no processo da "Operação Pacoba" duvidam da validade da prova. Em causa está a movimentação do atrelado encontrado na empresa do amigo do ministro da Administração Interna.

RTP /
O atrelado de droga chegou à Polícia Judiciária depois de uma mega operação de combate ao tráfico de droga, em 2024.

Foi encontrado, na semana passada, nas instalações da Construbarcelos, a empresa do amigo do antigo diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.

A nulidade da apreensão do atrelado já tinha sido suscitada por um dos mandatários do processo e a movimentação, até agora desconhecida, pode colocar em causa a chamada cadeia de custódia da prova.

A movimentação está a ser investigada num novo processo pelo DIAP Regional de Lisboa, após a abertura do inquérito pela própria PJ.

Os advogados dos arguidos do processo da "Operação Pacoba" dizem que em causa está também a investigação.

O julgamento do processo ainda não tem data marcada. Em dezembro de 2025 foram acusados 19 arguidos pelos crimes de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.
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