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"Operação Pacoba". Movimentação do atrelado pode inviabilizar prova
Os advogados dos arguidos acusados no processo da "Operação Pacoba" duvidam da validade da prova. Em causa está a movimentação do atrelado encontrado na empresa do amigo do ministro da Administração Interna.
Foi encontrado, na semana passada, nas instalações da Construbarcelos, a empresa do amigo do antigo diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A nulidade da apreensão do atrelado já tinha sido suscitada por um dos mandatários do processo e a movimentação, até agora desconhecida, pode colocar em causa a chamada cadeia de custódia da prova.
A movimentação está a ser investigada num novo processo pelo DIAP Regional de Lisboa, após a abertura do inquérito pela própria PJ.
Os advogados dos arguidos do processo da "Operação Pacoba" dizem que em causa está também a investigação.
O julgamento do processo ainda não tem data marcada. Em dezembro de 2025 foram acusados 19 arguidos pelos crimes de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.