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Ordem dos Arquitectos vai hoje a votos com três listas concorrentes

Ordem dos Arquitectos vai hoje a votos com três listas concorrentes

Os arquitectos portugueses vão hoje a votos para eleição dos Órgãos Sociais Nacionais para o mandato 2008/2010. São três os candidatos que se apresentam a votos, João Belo Rodeia (Lista A), Luís Conceição (Lista B) e Manuel Vicente (Lista C), que irão ocupar o lugar que nos últimos anos pertenceu a Helena Roseta.

RTP /
Ordem dos Arquitectos fica hoje em ordem com a repetição das eleições RTP

A Ordem dos Arquitectos terá hoje novos Órgãos Sociais Nacionais após eleições para as quais se apresentam três listas concorrentes, eleições que se vão repetir por decisão judicial do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa, que considerou irregular a exclusão da lista liderada por Manuel Vicente das eleições de 18 de Outubro passado que, recorde-se, foram ganhas pela lista de João Belo Rodeia.

A lista de Manuel Vicente tinha sido recusada pela comissão eleitoral da Ordem porque os seus estatutos estabelecem que não se podem candidatar aos órgãos sociais membros que tenham exercido funções durante seis anos.

Manuel Vicente foi vice-presidente da Ordem dos Arquitectos durante seis anos e substituiu a então bastonária Helena Roseta, actual vereadora na Câmara de Lisboa, na presidência durante um mês.

Três candidatos às eleições

Três listas apresentam-se hoje a votos, cujas secções eleitorais funcionam ininterruptamente das 17 às 22 horas em Lisboa e no Porto, em que a lista A defende uma Ordem descentralizada e sem bastonário, a lista B propõe um corte com o passado e a C um organismo perto dos associados.

João Belo Rodeia, que foi o vencedor do acto eleitoral contestado em tribunal, encabeça uma "candidatura colectiva, partilhada por uma equipa plural com pessoas de todas as gerações e diversas regiões" que visa iniciar "um novo ciclo na Ordem dos Arquitectos".

Para João Belo Rodeia, a repetição das eleições exigida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa é uma oportunidade para "clarificar a Ordem, mediante o exercício de livre escolha".

Já para o arquitecto Luís Conceição, que foi "sempre contra a exclusão da lista de Manuel Vicente", é "necessário repensar as competências dos arquitectos, que são cada vez mais alargadas" e olhar para os problemas com que se deparam actualmente. "Temos sub-emprego e subserviência, com jovens a ser explorados por arquitectos mais velhos", explicou.

Luís Conceição diz que "procura fazer um corte com o passado, com uma Ordem que foi pensada há 12 anos quando tinha nem metade dos membros que tem hoje e que esteve entretida a acreditar cursos e novos membros, desperdiçando muitos anos a fazer trabalho burocrático".

O arquitecto acredita que é necessário "expandir territórios e cortar com a tradição de fazer exposições – como a Bienal – que servem apenas para mostrar trabalho aos pares, sendo necessário mostrar trabalho à comunidade, aproximando-a da arquitectura".

A lista C é encabeçada por Manuel Vicente e foi excluída nas eleições de 18 de Outubro sentindo-se assim privada de "um direito devido à exclusão ilegal da candidatura".

O seu objectivo para a liderança dos arquitectos é o de "aproximar a ordem dos membros para que seja um corpo mais forte e representativo dos associados".

Manuel Vicente deseja uma ordem que “aplique as cotas dos seus associados em serviços que lhes são realmente úteis” e uma Ordem que aposte na descentralização “criando uma rede nacional de acção a nível dos municípios”.

Na anterior eleição a abstenção rondou os 85 por cento, num universo de quase 15 mil votantes.
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