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Orlando Figueira. Procurador condenado por corrupção quer voltar ao ativo
Orlando Figueira, procurador do Ministério Público que foi condenado por ter recebido pagamentos e vantagens para arquivar processos relativos ao ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, quer voltar ao ativo. Numa carta enviada à Procuradora-Geral da República, à qual a RTP teve acesso, Orlando Figueira informa que "pretende cessar a licença sem vencimento de longa duração" e, "em consequência, regressar ao serviço a partir do 1 de fevereiro de 2019", ou seja amanhã.
No mesmo documento, Orlando Figueira requer informação "sobre a vaga que irá ocupar nos quadros do Ministério Público" a partir do início do próximo mês, uma vez que "a partir dessa data ficará na situação de disponibilidade por ter sido extinto o seu anterior lugar na extinta Comarca de Lisboa Noroeste".
O procurador do Ministério Público Orlando Figueira foi condenado a seis anos e oito meses de prisão efetiva por ter recebido pagamentos e vantagens para arquivar processos relativos ao ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.
Na carta enviada à Procuradora-Geral da República, Orlando Figueira refere que, sobre esta condenação, irá "interpôr o competente recurso, encontrando-se em prazo para o fazer".
Questionada pela RTP, a PGR confirma a receção do requerimento e adianta que "o mesmo será, oportunamente, objeto de apreciação". Entrevista exclusiva a Orlando Figueira para ver amanhã no Sexta às 9
Orlando Figueira entregou esta carta ao programa Sexta às 9 numa semana em que concedeu à RTP a primeira grande entrevista desde que foi condenado e na qual revela a estratégia processual que tem em marcha para, segundo ele, repor a verdade.