Parlamento aprova renúncia de Marques Mendes
O Parlamento aprovou por unanimidade a renúncia de Luís Marques Mendes ao mandato de deputado, mas fonte próxima do ex-deputado do PSD disse à Lusa que o antigo líder social-democrata "não vai deixar de ter actividade política".
"Marques Mendes não vai deixar de ter actividade política, nem deixará de intervir quando achar por bem", acrescentou a mesma fonte à Lusa.
O ex-líder do PSD entregou hoje no Parlamento a renúncia ao cargo de deputado, tal como tinha prometido na sequência da derrota nas eleições directas para a liderança social-democrata.
Marques Mendes, que tinha sido eleito pelo círculo de Aveiro, será substituído por André Almeida Teixeira.
O antigo presidente social-democrata, que foi derrotado por Luís Filipe Menezes nas eleições directas para a liderança do PSD de 28 de Setembro, foi eleito deputado pela primeira vez em 1987, na V legislatura.
Nas VI, VII e VIII legislatura, Marques Mendes esteve também no Parlamento como deputado.
Nos Governos de Cavaco Silva, o ex-líder social-democrata exerceu ainda os cargos de secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
No último Governo de Cavaco Silva, Marques Mendes foi ainda ministro adjunto do primeiro-ministro.
Durante o Governo socialista de António Guterres, chegou à liderança da bancada parlamentar do PSD.
Em 2002, no Governo de Durão Barroso, o antigo líder do PSD foi ministro dos Assuntos Parlamentares.
Em 2005, chegou à liderança do PSD, no congresso de Pombal, onde derrotou o agora líder social-democrata, Luís Filipe Menezes.