Partido tem de rejeitar "conservadorismo atávico" e "socialismo envergonhado" - Passos Coelho
Lisboa, 23 Mai (Lusa) -- O candidato a presidente do PSD Pedro Passos Coelho defende na sua moção de estratégia global que o partido tem de rejeitar "uma política errática entre o conservadorismo atávico e os modelos de socialismo envergonhado".
Na moção de estratégia global que a sua candidatura entregou hoje na sede nacional do PSD, em Lisboa, Pedro Passos Coelho propõe devolver ao partido "a sua identidade de partido reformador".
O PSD "tem que se reorientar à luz da sua matriz original, rejeitando uma política errática entre o conservadorismo atávico e os modelos de socialismo envergonhado", defende Passos Coelho, que se define como liberal e reformista.
"Há que ter a coragem de deixar de lado modelos e processos que obsessivamente colocam o Estado no centro da acção e que, por isso, geram dependências e constituem obstáculos ao desenvolvimento e à efectiva modernização do país. Os portugueses merecem mais e melhor", insiste.
O candidato a presidente do PSD compromete-se a apresentar "um programa de Governo assumidamente transformador que assenta na coerência de um modelo de liberdade e de iniciativa e que aponta na direcção de um novo tempo com menos Estado e mais sociedade civil".
Ao mesmo tempo, Passos Coelho aponta como "essencial a criação de condições para responder às crescentes e novas necessidades dos mais desfavorecidos".
"Sei que as vitórias não se obtêm pela mera proclamação de vontade. O factor distintivo de uma vitória assenta na capacidade de apresentar um projecto apto a concretizar um novo tempo para Portugal", sustenta.
Por outro lado, Pedro Passos Coelho defende que o PSD se torne mais "capaz de reflectir sobre a sociedade e a política, capaz de produzir pensamento estratégico e de encontrar as melhores alternativas para o país".
Nesse sentido, é preciso "que cada militante tenha voz activa e participante", considera o ex-presidente da JSD, prometendo "criar fóruns e grupos de debate" para aumentar a democracia interna.
"Assumo o compromisso de, relativamente a algumas matérias mais estruturantes que podem ser menos consensuais, realizar um amplo debate interno que possa culminar com a realização de um referendo, como é claramente o caso da regionalização", adianta.
IEL.
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