Paulo Portas demite-se da liderança do CDS/PP

Paulo Portas demite-se da liderança do CDS/PP

Paulo Portas demitiu-se domingo da liderança do CDS/PP, assumindo a derrota do partido nas legislativas.

Agência LUSA /
O peso da derrota Lusa

"Acho que terminou o ciclo político em que presidi ao CDS/PP", afirmou Portas numa declaração de reacção aos resultados eleitorais.

O CDS/PP passou de terceira para quarta força mais votada nas eleições, com 7,3 por cento dos votos, longe dos 10 por cento pedidos por Portas na campanha eleitoral.

Paulo Portas, que liderava o partido desde 1998, justificou a demissão considerando que "o povo português detesta a conversa das vitórias morais" e reconhecendo que falhou todas as metas traçadas para estas legislativas: atingir os 10 por cento de votos, manter o CDS-PP como terceira força política, conseguir a vitória do centro- direita e impedir uma maioria absoluta de qualquer partido.

"Dos quatro objectivos que tracei, falhei os quatro. Quero assumir a responsabilidade pessoal por este resultado, porque considero que o partido me deu todas as condições para disputar estas eleições", declarou.

Paulo Portas apontou também como uma derrota e um motivo para a sua demissão o resultado obtido pelo Bloco de Esquerda, argumentando que em "nenhum país civilizado do mundo a diferença entre os trotskistas e democratas-cristãos é de um por cento".

O líder demissionário do CDS-PP prometeu convocar para "tão cedo quanto possível" um congresso para decidir a sua sucessão e deu a entender que se manterá no partido, afirmando que não abandonará a "casa".

PUB