PCP considera "inconcebível" data de 21 de julho proposta pelo ministro da Educação para ser ouvido no Parlamento

PCP considera "inconcebível" data de 21 de julho proposta pelo ministro da Educação para ser ouvido no Parlamento

Paulo Raimundo PCP afirmou que o Governo "está enganado" se "pensa que se vai furtar na próxima semana a dar explicações".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

O ministro da Educação diz estar disponível para ser ouvido no Parlamento, mas depois da data final para a afixação dos resultads dos exames.

A oposição insiste num debate de urgência, já próxima semana. Isto, numa altura em que continuam os problemas na plataforma de avaliações.

O secretário-geral do PCP considera "completamente inconcebível" a data que o ministro da Educação propôs para ser ouvido no Parlamento, 21 de julho.

Em declarações à Lusa durante uma visita aos Bombeiros Voluntários de Sacavém, em Loures, Paulo Raimundo disse que se o ministro da Educação, Fernando Alexandre, mantiver a intenção de ser ouvido no Parlamento apenas no dia 21 de julho, o PCP avançará com um debate de urgência na próxima sexta-feira, o último dia com sessões plenárias antes das férias parlamentares.

"É opção política, mas se o ministro teimar em evitar vir a 13, 14 ou 15 (de julho), então o PCP vai acionar todos os instrumentos que tem para forçar um debate de urgência sobre esta matéria. A única possibilidade que há é dia 17", sublinhou.

Paulo Raimundo considerou "completamente inconcebível" que o ministro da Educação, perante "esta situação toda", tenha "decidido que o primeiro dia que tinha na sua agenda era dia 21 de julho".

O líder comunista acusou ainda Fernando Alexandre de uma "profunda falta de solidariedade" para com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, por deixar para o líder do Governo a responsabilidade de responder primeiro sobre o caso, no debate do Estado da Nação agendado para quinta-feira.

"Eu não tenho que ter propriamente solidariedade com o primeiro-ministro, mas, de facto, o ministro da Educação, com a oportunidade que o PCP lhe criou para dar explicações à Assembleia da República, (...) diz que vai só 15 dias depois, deixando para o primeiro-ministro, para o debate do Estado da Nação, carregar às costas a responsabilidade disto tudo", disse, ressalvando que é "claro que o primeiro-ministro também tem responsabilidades".

Na segunda-feira, o PCP pediu uma audição urgente do ministro sobre os problemas verificados nas últimas semanas na avaliação dos exames nacionais e já esta quarta-feira o secretário-geral comunista desafiou Fernando Alexandre a comparecer no Parlamento até ao final da próxima semana, admitindo, caso contrário, agendar um debate de urgência.

c/ Lusa

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