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Pelo menos 317 escolas encerraram devido às tempestades divulga inquérito

Pelo menos 317 escolas encerraram devido às tempestades divulga inquérito

Pelo menos 317 escolas estiveram encerradas na sequência das tempestades que atingiram Portugal no final de janeiro e início de fevereiro, segundo um inquérito divulgado hoje pela Missão Escola Pública.

Lusa /
Maria Inês Santos - RTP

Segundo os resultados do inquérito, conduzido entre 15 de fevereiro e 12 de março, entre as 224 respostas -- que representam 28% do universo nacional -- 156 diretores referem que o seu agrupamento foi afetado pelas intempéries.

Ainda assim, muitas escolas conseguiram manter-se abertas apesar do impacto da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, mas houve pelo menos 317 escolas que tiveram de encerrar, e em alguns agrupamentos nenhum dos estabelecimentos foi poupado.

No total, terão sido afetados cerca de 61.500 alunos, número que a Missão Escola Pública (MEP) estima ser significativamente superior, considerando os restantes agrupamentos que não responderam ao inquérito.

A maioria dos diretores foi obrigada a fechar portas por determinação preventiva das autoridades, mas também por situações de falta de energia elétrica, falhas de comunicações e no abastecimento de água.

Em alguns casos, a passagem das tempestades deixou os acessos exteriores comprometidos, danos estruturais no edifício, havendo ainda o risco de queda de estruturas.

Após esse período, 20,1% dos diretores inquiridos disse ter adotado medidas de mitigação da perda de aprendizagens, centradas, sobretudo, na planificação das aulas, reprogramação de avaliações e reforço do apoio educativo.

Além daquelas que foram forçadas a encerrar, a maioria das escolas afetadas pelo mau tempo registou infiltrações significativas, queda de árvores ou muros, danos em coberturas ou estruturas, ou inundações em salas e outros espaços.

Registaram-se também danos elétricos, acessos exteriores comprometidos e danos em equipamentos informáticos e a esmagadora maioria (92,3%) ficou a necessitar de reparações.

À data da realização do inquérito, perto de metade dos agrupamentos com necessidade de reparações ainda aguardava o início das intervenções.

Alguns agrupamentos relataram fragilidades pré-existentes e referiram que, antes da passagem das depressões, já careciam de intervenções estruturais, havendo 30 agrupamentos sem obras significativas há mais de duas décadas.

Cerca de 70% dos diretores inquiridos referem que antes das intempéries, as suas escolas já careciam de intervenção estrutural.

"As tempestades não criaram um problema estrutural novo -- expuseram e agravaram fragilidades acumuladas no parque escolar público", refere a MEP em comunicado.

No dia em que o Presidente da República, António José Seguro, termina a primeira Presidência Aberta do mandato, dedicada às regiões mais afetadas pelo mau tempo, o movimento de professores sublinha a necessidade de estender os apoios às escolas.

"As infraestruturas escolares não podem permanecer à margem desta resposta, sob pena de se comprometerem condições básicas de segurança e funcionamento, bem como a equidade entre os alunos", defendem.

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