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Pelotão de Intervenção Rápida reforça GNR de Coruche após distúrbios

Pelotão de Intervenção Rápida reforça GNR de Coruche após distúrbios

Duas equipas do Pelotão de Intervenção Rápida (PIR) da GNR estão hoje à noite de prevenção em Coruche, depois de desacatos num bar terem gerado a revolta de duas a três centenas de populares.

Agência LUSA /

Fonte da GNR de Coruche disse à Agência Lusa que a presença dos 12 homens do PIR de Sintra e Almada, que se encontram de prevenção no destacamento da GNR de Coruche, com 16 elementos desta força, visa apenas precaver eventuais represálias, uma vez que a situação está neste momento (23:30) calma.

Segundo o Tenente Cabrita, os desacatos tiveram origem num incidente ocorrido no interior de um café, no mercado municipal, entre as 17:30 e as 18:15, com um homem de etnia cigana, com cadastro policial e criminal (já esteve preso), bem conhecido na vila.

Na sequência desse incidente, familiares do homem partiram as montras do café, ao mesmo tempo que se foram concentrando "centenas de populares", disse.

Os três militares da GNR que foram ao local conseguiram controlar o grupo, tendo procedido à sua identificação, afirmou a fonte, acrescentando que os populares, descontentes por os autores do desacato não terem sido detidos, se revoltaram contra os elementos da Guarda.

De acordo com o relato, a revolta popular aumentou quando os militares da GNR recorreram ao uso da força para retirar um homem que se deitou no meio da rua impedindo a circulação do trânsito. As pessoas queixaram-se de modos de actuação diferentes da Guarda em relação aos elementos de etnia cigana.

Na sequência da queixa-crime apresentada pelo proprietário do café, por danos e tentativa de agressão, a GNR vai entregar quinta-feira o processo ao Ministério Público, no Tribunal da Comarca de Coruche, para abertura de inquérito, disse à Lusa o tenente Cabrita.

Segundo disse, além de ouvir os proprietários e as testemunhas, a GNR procedeu à recolha de indícios e vestígios relevantes para o processo.

Alexandre Teles, o proprietário do café, disse à Lusa que os danos foram provocados essencialmente no exterior do café, tendo os prejuízos no interior sido provocados pelas cadeiras lançadas para partir as montras, e que, apesar das ameaças feitas ao seu pai, não chegaram a existir agressões.

O proprietário disse que vai entregar quinta-feira uma relação com os danos e um cálculo dos apuros de caixa para ser ressarcido dos prejuízos pelos dias que estiver fechado.

Sublinhando que os incidentes de hoje são apenas mais um episódio do historial de problemas que se têm vivido na vila, Alexandre Teles assegurou que o mal-estar da população não é contra os elementos de etnia cigana, mas sim em relação a uma única família.

"É uma situação que se arrasta há sete ou oito anos e que está a caminhar para o descalabro", disse, não partilhando da revolta popular contra a actuação da GNR.

"Eles (GNR) fazem o que lhes permitem. A revolta das pessoas era bem vinda era se a população se juntasse toda e os confrontasse, dar-lhes uma oportunidade para se integrarem e não causarem problemas", afirmou.


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