País
PJ conduz buscas na empresa Águas de Gaia
A Polícia Judiciária tem em curso uma operação no âmbito de investigações de combate ao crime económico na Águas de Gaia. Em causa vários crimes económicos como corrupção e uma alegada fraude de milhões de euros.
(em atualização)
A Polícia Judiciária está a realizar dezenas de buscas domiciliárias e a empresas e serviços públicos, incluindo nas Águas de Gaia.
Terão sido emitidos mais de uma dezena de mandados de detenção.
A investigação decorre há mais de um ano. Em causa estão suspeitas de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem e participação económica em negócio.
A investigação centra-se na celebração de contratos públicos a troco de contrapartidas financeiras, nomeadamente em obras e em aquisições de serviços, podendo configurar a prática dos crimes de corrupção ativa, passiva, abuso de poder e fraude fiscal.
Em setembro de 2025, o então presidente do Conselho de Administração da Águas de Gaia (ADGAIA), Miguel Lemos Rodrigues, que já se encontrava suspensão de funções, foi acusado pelo Ministério Público (MP) de corrupção e de outros crimes económicos, por alegada viciação das regras da contratação pública.
Em causa poderá estar a gestão autárquica de Eduardo Vítor Rodrigues do PS e de Luís Filipe Menezes do PSD.
Fonte judicial adiantou à Lusa que o processo "não tem a ver com políticos", sendo os suspeitos neste inquérito, nomeadamente, diretores e funcionários da empresa Águas de Gaia e empresários.
A RTP apurou que há mais de 50 pessoas envolvidas, a maioria funcionários das Águas de Gaia. O processo corre no Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto.
Além de Miguel Lemos Rodrigues, o MP acusou mais oito arguidos -- três empresários e cinco pessoas coletivas -- pela alegada prática de crimes de abuso de poder, de participação económica em negócio, de corrupção ativa e passiva e de tráfico de influência.
Neste processo, instaurado em 2019, está em causa a atividade de Miguel Lemos Rodrigues, enquanto presidente do Conselho de Administração da ADGAIA e a sua relação com empresas da área da comunicação e imagem, no âmbito da contratação pública.
Neste processo, instaurado em 2019, está em causa a atividade de Miguel Lemos Rodrigues, enquanto presidente do Conselho de Administração da ADGAIA e a sua relação com empresas da área da comunicação e imagem, no âmbito da contratação pública.