PJ deteve 11 indivíduos por contrafacção de mais de 400 mil euros em notas falsas

PJ deteve 11 indivíduos por contrafacção de mais de 400 mil euros em notas falsas

Porto, 16 Mai (Lusa) - A Polícia Judiciária (PJ) do Porto anunciou hoje a detenção de 11 indivíduos pertencentes a dois grupos que alegadamente se dedicavam à contrafacção e passagem de dinheiro falso, e a apreensão de mais de 400 mil euros em notas falsas.

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"Tratam-se, individualmente consideradas, das maiores apreensões de euros falsos realizadas em território nacional", afirma a PJ.

Em comunicado, a PJ refere que um dos grupos que se dedicava à contrafacção de notas de 50 euros, era constituído por cinco indivíduos, que foram detidos e estão agora sujeitos a apresentações periódicas na polícia.

No âmbito desta acção, que decorreu já na semana passada, a PJ aprendeu "todo o material utilizado na contrafacção, diversos planos de notas já impressos por cortar, e 2.769 notas de 50 euros no valor total de 138.450 euros".

A PJ desmantelou, já esta semana, um outro grupo constituído por seis indivíduos, "que se dedicavam à contrafacção e passagem de notas de euro de diversos valores, bem como notas de dólar americano", acrescenta o comunicado.

A polícia acrescenta ainda que "foi descoberta e desmantelada uma oficina dedicada em exclusivo à contrafacção de notas", tendo sido apreendidas 8.708 notas falsas de 5, 10, 20, 50, 10, 200 e 500 euros, no valor total de 268.245 euros.

A PJ apreendeu ainda cerca de 800 dólares falsos e duas viaturas.

"Tratam-se de contrafacções de elevada qualidade, em especial a da nota de 20 euros", afirma a PJ.

Segundo a PJ, a "oficina desactivada continha indícios que permitem concluir que houve a produção anterior de elevada quantidade de notas, e com elevada qualidade, fruto duma evolução patente nas notas entretanto apreendidas nos processos de passagem de moeda em investigação".

Depois de presentes a tribunal para primeiro interrogatório, dos seis detidos um ficou em prisão preventiva, sendo que tem já antecedentes criminais e policiais, e vai a julgamento pelo mesmo tipo de crime.

Um outro ficou em prisão domiciliária, enquanto os outros quatro ficaram obrigados a apresentações periódicas.

Fonte da PJ/Porto afirmou à Lusa que as oficinas desactivadas "circunscrevem-se à Área Metropolitana do Porto".

JAP.


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