Plano prevê reserva de espaço para acantonamento em caso de catástrofe

Plano prevê reserva de espaço para acantonamento em caso de catástrofe

Lisboa, 20 Jun (Lusa) - O plano de intervenções da Câmara de Lisboa para a frente ribeirinha, a apresentar sábado à imprensa, prevê a reserva de um espaço na zona de Madredeus/Beato para acantonamento em caso de catástrofe.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

O documento, a que a Lusa teve acesso e que será apresentado sábado à imprensa, prevê igualmente para aquela zona da cidade a concretização de um Plano de Protecção Civil.

A criação de um percurso cultural (Rua do Açúcar/Rua Fernando Palha), a aposta em actividades ligadas ao turismo, para tentar aumentar a taxa de empregabilidade nesta zona da cidade e a criação de pólos de atracção de desportos náuticos são outras das propostas do plano.

Já para a zona do Beato/Poço do Bispo, a autarquia prevê a definição de uma zona verde de protecção ao longo da Terceira Travessia do Tejo, que se prolongue até ao eixo da central de Chelas, para diminuir o impacto da nova ponte.

Na zona do Beato/Poço do Bispo o plano aposta em actividades ligadas á cultura, dando novos usos aos edifícios industriais ou armazéns degradados e prevê a "descontaminação de eventuais solos contaminados".

Para o Braço de Prata/Matinha propõe a elaboração de um estudo do corredor verde a criar para ligar o Parque Verde do vale Fundão e a frente ribeirinha, a sul dos jardins do Braço de Prata.

Em Santos, o plano admite a instalação de uma piscina móvel e o alargamento da plataforma junto ao rio para criar uma "zona de deck" para instalar esplanadas, "enquadrando os edifícios existentes e desafogando o espaço público".

Com um horizonte temporal de 20/25 anos, a proposta apresenta uma visão global para os 19 quilómetros de zona ribeirinha de Lisboa.

O plano abrange uma série de intervenções que já estavam previstas em planos anteriormente apresentados, designadamente o do Governo para a zona de Alcântara (terminal de contentores) e o da Sociedade Frente Tejo, que contempla intervenções nas áreas de Belém/Ajuda e na frente da Baixa pombalina.

Esta nova proposta contempla já a afectação das áreas sem utilização portuária que foram alvo de um protocolo entre a câmara e o Governo para que passassem para a alçada da autarquia.

De acordo com o protocolo assinado em Janeiro, passaram para a alçada da autarquia várias área sem uso portuário actual ou futuro.

Entre estas, contam-se a zona envolvente da Torre de Belém, entre o Forte do Bom Sucesso e as instalações da Brigada Fiscal, e a área entre o hotel Altis Belém e o Padrão dos Descobrimentos, excluindo o Museu de Arte Popular.

O terrapleno da Junqueira e a zona entre o Parque das Missas e o parque de estacionamento junto à "pala" das Docas passam igualmente para a câmara, excluindo o terminal fluvial, o Museu da Electricidade e a zona de domínio público ferroviário.

A autarquia vai assumir ainda a jurisdição da zona da Ribeiras das Naus entre os edifícios das agências europeias (Segurança Marítima e Observatório da Droga e Toxicodependência) e a estação fluvial do Terreiro do Paço.

Foram igualmente identificadas áreas sem uso portuário exclusivo, para as quais se fará uma parceria pública entre o Estado e a câmara para a gestão conjunta.

O terrapleno de Santos, entre os estaleiros da Naval Rocha e o Clube Naval de Lisboa foram definidos como uma área sem uso portuário exclusivo.

As áreas da Matinha e de Pedrouços e das docas de náutica de recreio e do terminal de Alcântara ficarão serão sujeitas a um estudo sobre "a sua utilização e a sua configuração portuária futura".


PUB