Plano propõe Rua da Prata e Avenida Ribeira das Naus só para eléctricos
Lisboa, 08 Abr (Lusa) - O Plano Estratégico para a Frente Tejo elaborado pela Parque Expo admite vários cenários para limitar o trânsito na zona ribeirinha, entre os quais a retirada dos automóveis da Rua da Prata e Avenida Ribeira das Naus.
Num dos cinco cenários propostos para as acessibilidades entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia, na Rua da Prata e na Avenida Ribeira das Naus passariam a circular apenas os eléctricos.
O plano prevê duas grandes áreas de intervenção: uma que confina com a área do projecto de requalificação de Baixa-Chiado e vai do Cais do Sodré a Santa Apolónia (40 hectares) e outra que abrange Belém e Ajuda (104 hectares).
Para estas duas áreas, apesar da Parque Expo propor duas sociedades gestoras, a proposta que o presidente da autarquia lisboeta leva quarta-feira a reunião de câmara refere que o Governo acabou por optar pela constituição de uma única sociedade de capitais públicos, "detida pelo Estado especialmente para o efeito".
Ainda não está definida a forma de participação da autarquia nessa sociedade, para a qual está indigitado como presidente o advogado José Miguel Júdice.
As intervenções propostas no Plano Estratégico da Frente Tejo, consideradas na proposta de António Costa como "potenciadoras da competitividade de Lisboa no contexto das capitais europeias", deverão estar concluídas dentro de dois anos e meio, a tempo da celebração do centenário da República.
Está previsto um investimento global de 165 milhões de euros, 50,9 milhões dos quais na zona entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia e 86 milhões (mais 28 milhões numa segunda fase) na área Belém/Ajuda.
A proposta de António Costa refere que todas as intervenções a levar a efeito no âmbito deste plano ficarão condicionadas à apreciação da autarquia e as operações urbanísticas sujeitas a licenciamento municipal.
O plano de revitalização da Frente Tejo traz novamente a ideia da retirada dos Ministérios da Justiça e/ou Administração Interna do Terreiro do Paço e a adaptação destes edifícios para hotéis, a conversão dos pisos térreos desta praça para espaços comerciais e a restrição da circulação automóvel.
Propõe ainda a construção e exploração de um equipamento cultural na área da Doca da Marinha e a criação de um novo espaço público na Ribeira das Naus, estabelecendo uma ligação com a Praça do Município.
Para o Cais do Sodré prevê a construção de um parque de estacionamento e de uma nova ligação por elevador entre o Largo do Corpo Santo e o impasse à Rua dos Braganças/Rua Victor Cordon.
Na zona Belém/Ajuda, o plano aponta a construção do novo Museu Nacional dos Coches, numa área de 11.470 metros quadrados nos terrenos entre a Rua da Junqueira, a Avenida da Índia e o Jardim Afonso de Albuquerque.
Prevê igualmente o remate da fachada do Palácio Nacional da Ajuda e a instalação da Escola Portuguesa de Arte Equestre e admite a construção de dois parques de estacionamento subterrâneos, com capacidade para 1.600 lugares, sob o novo Museu dos Coches e Rua dos Jerónimos/Rua de Belém/Jardim Vasco da Gama.
SO