População ativa cresce pela primeira vez em dez anos

População ativa cresce pela primeira vez em dez anos

Entre 2016 e 2017, a população ativa em Portugal Continental cresceu 0,8 por cento, o primeiro aumento desde 2008. Em comparação, os inativos decresceram 9,6 por cento, revela um estudo a divulgar esta terça-feira pelo Centro de Relações de Laborais, organismo da Administração Pública.

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Segundo o relatório, o crescimento da população ativa foi mais predominante na população feminina e no escalão etário dos 55 aos 64 anos Rafael Marchante - Reuters

Em 2017, menos 44 mil pessoas do que em 2016 faziam parte da população inativa, sendo esta redução a primeira na última década. Os inativos "disponíveis que não procuram emprego", no continente, eram cerca de 195 mil pessoas, ou seja, 5,6 por cento do total dos inativos, número que decresceu 9,6 por cento entre 2016 e 2017, informa o estudo do Centro de Relações de Laborais (CRL).

No entanto, o aumento da população ativa não compensou a diminuição da população inativa, mantendo-se a tendência anterior para a diminuição da população total residente no continente em 2017, que foi de menos 0,2 por cento face a 2016, em parte justificada pelo saldo migratório negativo, que corresponde a menos 8,3 mil indivíduos.

Segundo o relatório, no período em análise, o crescimento da população ativa foi mais acentuado entre as mulheres e no escalão etário dos 55 aos 64 anos (mais 6,2 por cento).
Emprego
O estudo refere que o volume de emprego em 2017 atingiu o nível mais elevado dos últimos sete anos, ultrapassando o valor observado em 2011 em 10,7 mil pessoas. Durante 2017, com mais 143 mil empregados, o emprego cresceu o triplo do aumento observado em 2016, mais 54 mil, tendo aumentado de forma semelhante para ambos os sexos.

O crescimento do emprego não foi igual entre os diferentes escalões etários. Verificou-se uma diminuição do emprego no escalão etário dos 35 aos 44 anos e uma variação positiva do emprego nos escalões mais jovens, dos 15 aos 34 anos, pela primeira vez na última década.

No período em análise, em média, as qualificações da população empregada aumentaram. A população empregada com o ensino secundário cresceu 6,4 por cento, a população empregada com o ensino superior três por cento e a população com o ensino básico 1,7 por cento.
Desemprego

Em 2017 estavam desempregadas 438 mil pessoas, o que representa um decréscimo de 19,3 por cento (menos 104,7 mil pessoas) relativamente ao ano anterior, informa o relatório. Segundo dados do Instituto de Informática do Ministério do Trabalho, em 2017, havia cerca de 171,3 mil beneficiários com prestações de desemprego.

A taxa de atividade portuguesa encontra-se em níveis superiores aos verificados na União Europeia. Porém, nos escalões mais jovens registou-se um decréscimo sistemático desde 2008 (40,9 por cento) até 2017 (34 por cento), ao passo que na União Europeia estabilizou em torno dos 42 por cento.

O Centro de Relações de Laborais funciona na dependência do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e tem como propósito assegurar uma atualização semestral da situação conjuntural do emprego e da formação.

c/ Lusa
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