Portal criado para compensar redução porte-pago soma 17 títulos 6 meses depois de lançamento
O Portal da Imprensa Regional, criado pelo Governo para compensar a redução do porte-pago aos jornais regionais, soma actualmente apenas 17 títulos, afirmou à Lusa o vice-presidente do Gabinete para os Meios de Comunicação Social.
Seis meses depois do seu lançamento, o portal não conquistou mais de 30 candidatos, quatro dos quais estão ainda em apreciação e apenas 17 estão já disponíveis, adiantou João Paulo Palha.
Lançado a 5 de Abril, o Portal da Imprensa Regional resulta do novo regime de incentivo à leitura e ao acesso à informação, vulgarmente conhecido por porte-pago, tendo sido desenvolvido para alojar as edições electrónicas das publicações periódicas regionais.
Segundo disse o ministro dos Assuntos Parlamentares na apresentação do serviço, o portal permite albergar 500 publicações, sendo que este número é extensível.
O número de adesões é "pouco para o que se previa", reconheceu o responsável do Gabinete para os Meios de Comunicação, referindo não saber porque é que os jornais regionais não aderem mais.
"Talvez por pensarem que é mais complicado do que é", admitiu, adiantando esperar que o número de adesões aumente quando "expirarem os contratos com as empresas onde muitos dos títulos têm sites próprios alojados".
"Para já, os responsáveis dos jornais acham que não vale a pena porque já têm os seus sites próprios, mas quando os contratos acabarem, terão de ponderar porque, para terem site é preciso pagar o servidor e o portal é gratuito", acrescentou.
O portal foi uma das apostas do plano plurianual de redução das despesas com a Comunicação Social do Governo, que apresentou um novo regime de porte-pago, ou seja, da comparticipação do Estado nos custos de expedição de publicações periódicas suportados pelos assinantes residentes no território nacional ou em território estrangeiro.
Para este ano, o plano fixou uma comparticipação de 60 por cento dos custos de envio, um valor que será reduzido para 50 por cento e 40 por cento, respectivamente, nos anos 2008 e 2009.
Em 2005, foram gastos pelo Estado 11 milhões de euros no porte-pago, 6 milhões com as expedições para o território nacional e 5 milhões para envio interno.