Portas insiste em explicações do primeiro-ministro sobre afirmações de Jaime Silva que considera lesivas do seu bom nome

Portas insiste em explicações do primeiro-ministro sobre afirmações de Jaime Silva que considera lesivas do seu bom nome

Lisboa, 27 Fev (Lusa) - O líder do CDS-PP, Paulo Portas, reiterou hoje aguardar uma posição do primeiro-ministro, José Sócrates, sobre afirmações do ministro Jaime Silva que considerou lesivas do seu bom-nome, escusando-se a comentar outras declarações sobre o assunto.

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No seu blogue, www.causa-nossa.blogspot.com, a eurodeputada socialista Ana Gomes criticou o líder do CDS-PP e elogiou o ministro da agricultura, Jaime Silva, por "denunciar de forma contundente a impunidade - política criminal - de que há muito tempo, escandalosamente, vem beneficiando o Dr. Paulo Portas".

Questionado pelos jornalistas, o líder do CDS-PP disse que não está "a brincar" e reiterou que aguarda explicações do primeiro-ministro sobre as afirmações do ministro da Agricultura que considerou prejudicarem o seu bom nome.

"Eu não estou a brincar, acho o assunto sério, aguardo uma posição do primeiro-ministro sobre o assunto", afirmou Paulo Portas, em declarações aos jornalistas, na sede do CDS-PP, quando questionado sobre críticas da eurodeputada do PS Ana Gomes.

No seu blogue, Ana Gomes criticou ainda as "enraizadas cumplicidades" de "gente no PS" que "quando vê Paulo Portas em apuros, seja nos tribunal da Moderna, nas investigações do Portucale, ou de fortuita passagem por alguma esquadra de bairro, sempre dá um jeito, discreto, de lhe estender a mão".

Paulo Portas recusou ainda comentar as declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, que defendeu o direito do Governo à crítica, em resposta ao anúncio da queixa judicial contra Jaime Silva.

O líder democrata-cristão anunciou terça-feira que vai processar judicialmente o ministro Jaime Silva por se considerar prejudicado no seu bom-nome por afirmações do governante e exigiu explicações do primeiro-ministro, José Sócrates.

O ministro Jaime Silva tinha acusado Paulo Portas de ter "calotes políticos, que são dívidas de explicações que ele não dá aos portugueses", referindo os casos Portucale, a venda do Casino de Lisboa e as fotocópias que Paulo Portas tirou no Ministério da Defesa antes de deixar o Governo.

"São calotes políticos e esses são os mais importantes em democracia. Um político que pretende ter sentido de Estado ou que pelo menos andou a vender essa imagem como o doutor Paulo Portas, tem explicações que ainda não deu e tem que dar", afirmou ainda Jaime Silva.

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