Portugal espera concorrência "feroz", mas alimenta "boas expectativas"

Portugal espera concorrência "feroz", mas alimenta "boas expectativas"

Lisboa, 19 Set (Lusa) - A Fundação da Juventude espera "concorrência feroz" no Concurso Europeu de Jovens Cientistas, que arranca hoje em Copenhaga (Dinamarca), mas alimenta "boas expectativas" para os dois projectos portugueses, que estão "na crista da onda" das preocupações mundiais.

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"A concorrência é feroz, mas sabemos que os dois trabalhos portugueses abordam temas actuais e de preocupação mundial. Vamos ver o que vai dar, mas estamos na crista da onda e as expectativas são boas", assegurou hoje à agência Lusa Maria Geraldes, da Fundação da Juventude.

Esta instituição privada, de utilidade pública, é a responsável pelo concurso nacional Jovens Cientistas e Investigadores, que vai na sua 16ª edição e onde são escolhidos, anualmente, os projectos que concorrem no evento europeu, tutelado pela União Europeia.

O 20º Concurso Europeu de Jovens Cientistas decorre até dia 26, com a participação de cerca de 200 alunos do secundário, entre os 14 e os 21 anos, provenientes de quase 40 países, não só europeus, mas também de outros como a China, Estados Unidos, Malásia ou Brasil.

Os dois projectos portugueses seleccionados ficaram em primeiro e terceiro lugar na competição nacional, enquanto que o que ficou em segundo foi escolhido para representar Portugal noutro concurso internacional.

"A Ameaça xenobiótica - Paracentrotus lividus e a Barrinha de Esmoriz", que conquistou o primeiro lugar, resulta de uma parceria entre as escolas secundárias de Arouca e Júlio Dinis, de Ovar.

Já o Colégio Internato dos Carvalhos, de Vila Nova de Gaia, concorre com o trabalho "Electrólise da Água do Mar - Produção de Hidrogénio com benefícios ambientais", depois de alcançar o terceiro lugar em Portugal.

Apesar de confiante numa boa participação em Copenhaga, Maria Geraldes destacou que, para os estudantes, "é sempre importante o confronto positivo com jovens da mesma idade e também sensibilizados para questões de investigação".

"Os jovens, quando se apresentam a este concurso muito rigoroso vêm imbuídos de um espírito positivo de competição, para mostrar que sabemos fazer bem e aprender com os trabalhos dos outros. Isto marca-os para a vida", disse.

Da experiência granjeada ao longo dos anos, a Fundação da Juventude garante que os estudantes "ultrapassam barreiras e medos" e "cultivam o seu espírito de curiosidade e a paixão por perguntar sempre `porquê`, sem se limitarem a aceitar a resposta `porque sim`".

"E, mesmo que as condições à partida possam não ser uniformes na Europa, os resultados são equilibrados e Portugal nunca fica aquém das expectativas", frisou, lembrando que, em anos anteriores, alunos portugueses ganharam vários prémios.

Os vencedores do Concurso Europeu de Jovens Cientistas são anunciados no dia 25.

Os jovens competem, com base nos seus trabalhos e em entrevistas com o júri, para nove prémios: os três primeiros lugares recebem 7.000 euros cada, os três segundos prémios ganham 5.000 euros cada e os três terceiros classificados recebem 3.500 euros cada um.

RRL.

Lusa/Fim


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