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Português vai estudar o dinossáurio mais antigo do mundo

Português vai estudar o dinossáurio mais antigo do mundo

Um investigador português vai integrar uma equipa internacional que se encontrará em Marrocos para estudar o dinossáurio saurópode mais antigo do mundo, anunciou hoje o Museu de História Natural.

Agência LUSA /

Luís Azevedo Rodrigues, paleontólogo do Museu Nacional de História Natural (MNHN) da Universidade de Lisboa, parte sexta-feira para Marraquexe, em Marrocos, para participar no estudo do dinossáurio mais antigo do mundo, o Tazoudasaurus.

Integrando uma equipa de cientistas formada por Ronan Alain, da Universidade Cadi Ayyad de Marraquexe, e Jeffrey Wilson, da Universidade de Michigan (Estados Unidos), a contribuição do investigador português vai centrar-se na análise e digitalização em 3D (três dimensões) de parte do esqueleto do dinossáurio.

Luís Azevedo Rodrigues, paleontólogo do MNHN, vai trabalhar naquele que é o seu campo de investigação: evolução e locomoção dos dinossáurios Saurópodes (dinossáurios quadrúpedes e herbívoros de cauda e pescoço comprido), explica um comunicado do MNHN.

Para tal, recorre a técnicas de morfometria geométrica (imagens tridimensionais de dinossauros, que simulam a sua locomoção), nas quais o MNHN é pioneiro, e que deverão contribuir para melhor compreender como evoluíram e como se deslocavam aqueles enormes animais pré-históricos.

Os primeiros indícios da existência deste novo saurópode, baptizado de Tazoudasaurus Naimi, foram detectados em 1998, mas as principais descobertas, como a da mandíbula do animal, aconteceram em 2002.

O crânio deste dinossáurio foi descoberto na localidade de Tazuda, situada a 530 quilómetros a sul de Rabat, capital marroquina.

Os ossos do Tazoudasaurus Naimi, que foram sendo encontrados por uma equipa de paleontólogos e geólogos marroquinos, franceses e suíços, compreendem parte do crânio, em particular uma das mandíbulas que conserva 17 dos 20 dentes originais, vértebras cervicais e dorsais, diferentes ossos dos membros e parte da cauda.

Segundo os cientistas responsáveis pela descoberta, esses ossos datam do Jurássico Inferior, há 180 milhões de anos.

O Tazoudasaurus Naimi, que chegava a ter um comprimento de nove metros e uma mandíbula com 40 centímetros, é o mais antigo ancestral conhecido de duas espécies de dinossáurios saurópodes (Brachiosaurus e Diplodocus) que povoaram a América do Norte durante o Jurássico Superior.

Os investigadores explicam este parentesco com o facto de há 180 milhões de anos não existir o Oceano Atlântico, e a região do Alto- Atlas marroquino, onde foram encontrados os ossos, estar unida aos actuais Estados Unidos.


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