País
Portuguesa detida há seis anos na Venezuela regressou a Portugal
Virgínia Passos, uma das cidadãs portuguesas detidas em 2004 na Venezuela, na sequência da detecção de cerca de 400 quilos de cocaína a bordo de um avião fretado pela Airluxor, regressou este domingo a Lisboa. O advogado Carlos do Paulo já requereu a liberdade condicional da sua constituinte, que, por ora, vai permanecer detida no Estabelecimento Prisional de Tires.
Foi ao cabo de um processo “longo e complicado”, nas palavras do advogado Carlos do Paulo, que Virgínia Passos conseguiu obter a ordem de extradição para Portugal. O pedido foi formalizado há três anos. O caso teve início em Outubro de 2004, quando as autoridades venezuelanas decidiram reter um avião da Air Luxor em Caracas depois de a tripulação ter denunciado a existência de malas suspeitas. Os agentes venezuelanos encontrariam perto de 400 quilos de cocaína no aparelho Citation X fretado pela companhia aérea.
Luís Santos, co-piloto do avião, seria absolvido em Dezembro de 2005. Três passageiras portuguesas acabaram condenadas a nove anos de prisão por tráfico de droga. Virgínia Passos e Maria Antonieta conseguiram a extradição para Portugal. Maria Margarida Mendes continua a cumprir pena na capital da Venezuela. O avião foi confiscado e entregue à Comissão Nacional de Luta Anti-Drogas daquele país.
“Estamos a tentar judicialmente que, de uma forma célere, seja restituída de imediato à liberdade. A lei não determina um prazo, depende se os pressupostos estão ou não reunidos. Essa é a minha prioridade agora e além disso é também a prioridade legítima de qualquer cidadão que deve estar em liberdade e que está e vem sob prisão”, adiantou ao início da tarde de domingo o advogado de Virgínia Passos, acrescentando que, ao abrigo do regime penitenciário da Venezuela, a sua cliente tem “praticamente a pena cumprida”.
“Ansiosa, nervosa e preocupada”
Carlos do Paulo explicou que, à luz do regime prisional venezuelano, é descontado um dia por cada dois de cumprimento da pena a trabalhar: “A minha constituinte, atendendo às suas qualificações profissionais, ministrava aulas de línguas, como também preparação jurídica no Instituto Nacional de Orientação Jurídica”.
Virgínia Passos, continuou o causídico, já podia estar em liberdade condicional há mais de um ano na Venezuela. Contudo, não poderia deixar o país. “Sacrificou um ano e meio de cumprimento da pena para poder beneficiar desta extradição”, sublinhou Carlos do Paulo. Que descreveu ainda a sua constituinte como estando “ansiosa, nervosa e preocupada”.
O advogado alegou também que “houve dificuldades de relacionamento” e um “clima de tensão” entre Virgínia Passos e Maria Antonieta, que se encontra igualmente detida em Tires. De acordo com Carlos do Paulo, “é também esse facto” que leva a que Virgínia Passos “tenha alguma relutância em voltar ao Estabelecimento Prisional”.
Luís Santos, co-piloto do avião, seria absolvido em Dezembro de 2005. Três passageiras portuguesas acabaram condenadas a nove anos de prisão por tráfico de droga. Virgínia Passos e Maria Antonieta conseguiram a extradição para Portugal. Maria Margarida Mendes continua a cumprir pena na capital da Venezuela. O avião foi confiscado e entregue à Comissão Nacional de Luta Anti-Drogas daquele país.
“Estamos a tentar judicialmente que, de uma forma célere, seja restituída de imediato à liberdade. A lei não determina um prazo, depende se os pressupostos estão ou não reunidos. Essa é a minha prioridade agora e além disso é também a prioridade legítima de qualquer cidadão que deve estar em liberdade e que está e vem sob prisão”, adiantou ao início da tarde de domingo o advogado de Virgínia Passos, acrescentando que, ao abrigo do regime penitenciário da Venezuela, a sua cliente tem “praticamente a pena cumprida”.
“Ansiosa, nervosa e preocupada”
Carlos do Paulo explicou que, à luz do regime prisional venezuelano, é descontado um dia por cada dois de cumprimento da pena a trabalhar: “A minha constituinte, atendendo às suas qualificações profissionais, ministrava aulas de línguas, como também preparação jurídica no Instituto Nacional de Orientação Jurídica”.
Virgínia Passos, continuou o causídico, já podia estar em liberdade condicional há mais de um ano na Venezuela. Contudo, não poderia deixar o país. “Sacrificou um ano e meio de cumprimento da pena para poder beneficiar desta extradição”, sublinhou Carlos do Paulo. Que descreveu ainda a sua constituinte como estando “ansiosa, nervosa e preocupada”.
O advogado alegou também que “houve dificuldades de relacionamento” e um “clima de tensão” entre Virgínia Passos e Maria Antonieta, que se encontra igualmente detida em Tires. De acordo com Carlos do Paulo, “é também esse facto” que leva a que Virgínia Passos “tenha alguma relutância em voltar ao Estabelecimento Prisional”.