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Portugueses esperam até quatro anos por transplante de rim

Portugueses esperam até quatro anos por transplante de rim

A lista de espera para transplantes não pára de aumentar principalmente por causa da insuficiência renal. A espera por um rim chega aos quatro anos, havendo mais de dois mil doentes inscritos.

Paula Rebelo, Lavínia Leal, Hermano Soares, Rui Magalhães /
Portugal nunca fez tantas colheitas de órgãos como no ano passado. Em 2015 foram feitas 824, mais 77 do que no ano anterior. Mas a lista de espera para transplante não pára de aumentar.

Aumentou cinco por cento entre 2014 e 2015. São mais 116 doentes, num total de 2312 pessoas. O rim é o órgão que mais contribui para a subida, havendo também mais doentes a fazerem diálise.

" Os doentes recuperam a sua vida com o tratamento de diálise. Daí que a quantidade de doentes que estão em tratamento dialítico seja maior que nos outros países", explica à RTP Ana França, coordenadora nacional de Transplantação.

Entre estes doentes são muitos os que esperam por um transplante. O tempo de espera por um rim pode chegar aos quatro anos. No ano passado realizaram-se 476 intervenções mas 742 novos doentes entraram para a lista. São agora mais de 2050 em espera.

A coordenadora nacional de Transplantação explica que a melhoria do acesso e das condições em que os doentes são transplantados motivou também um aumento da idade média em que é realizada a operação. “Antigamente ninguém pensava que um doente com mais de 60 anos seria transplantado”, afirma.
Doação em vida

O aumento das listas conduziu ainda ao intensificar das campanhas de doação de órgãos em vida. Foram feitas 685 doações de rim e 33 de fígado no ano passado, num total de 64 transplantes que foram concretizados.

Para o ministro da Saúde, os dados são animadores. Fazem de Portugal o quarto país da União Europeia com mais transplantes.

“É motivo de orgulho para os portugueses e constitui razão suficiente para que o Governo considere que esta área merece ser apoiada e uma área estratégica para desenvolver”, afirma.

“Naturalmente, nas áreas onde estamos menos bem há que pô-las bem como está o fígado, como está o pulmão, e vamos apoiar e, do ponto de vista político, dar todo o apoio para que também na área do rim possamos melhorar", garante Adalberto Campos Fernandes.

O ministro apresenta também expectativa extra na colheita de órgãos em pacientes com coração parado e não apenas de cadáver. Os especialistas pedem mais profissionais nas equipas de transplantação e melhores condições nos hospitais para deteção e colheita de órgãos viáveis.
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