País
COVID-19
PR considera plano de desconfinamento com "equilíbrio muito razoável e prudente"
O Presidente da República considera que o plano de desconfinamento apresentado pelo Governo chegou a um "equilíbrio muito razoável e prudente" entre os diferentes contributos, quer do próprio presidente, dos especialistas, parceiros e dos partidos políticos.
Fotop: Pedro Nunes - Reuters
Marcelo Rebelo de Sousa afasta qualquer ideia de diferendo com o Executivo de António Costa e diz que a decisão de não falar ao país foi combinada com o primeiro-ministro.
“Um equilíbrio bem encontrado”, “um equilíbrio razoável” e “prudente”, “precaução”. São estas as palavras do Presidente para definir o plano de desconfinamento em quatro fases apresentado pelo Governo. Palavras que corroboram, para o Chefe de Estado, o que defende que vai acontecer até ao fim a pandemia: uma convergência institucional e estratégica entre Presidente da República, primeiro-ministro e Parlamento.
Marcelo Rebelo de Sousa revelou à RTP, à margem da visita ao Vaticano, que o plano tem a preocupação de manter a Páscoa com confinamento, como defendeu, de ir até maio, ser flexível nos indicadores e medidas, bem como privilegiar uma abertura progressiva, dando prioridade à escola e deixando a maioria da retoma económica para depois da Páscoa.
O Presidente diz mesmo que, no que toca às escolas, o plano em pormenor é “mais cuidadoso do que se chegou a admitir”, estabelecendo a progressividade do regresso dos graus de ensino a aulas presenciais.
Marcelo Rebelo de Sousa afasta a leitura que tem vindo a ser feita de que não fez o já habitual discurso ao país por se querer distanciar do anunciado e diz que António Costa até foi de propósito jantar com o Presidente na véspera para apresentar e debater o plano equacionado.
O Presidente diz mesmo que não ter falado ao país resulta mesmo de uma decisão tomada em conjunto com o primeiro-ministro nesse encontro. “Foi nesse reunião que se delineou que o Presidente não falava”. Isto porque Marcelo tinha de fazer a viagem para o Vaticano, onde já estaria quando acabasse o Conselho de Ministros.
Considera que ter sabido dos pormenores do plano já em Itália, resulta de ser “impossível” sabê-los antes, já que isso resulta sempre do que é avaliado em sede de Conselho de Ministros, desvalorizando a ideia.
“O PM e PR acertaram o plano geral”, acentua Marcelo, dizendo que não seria possível falar ao país depois de apresentado o plano e reiterando que isso foi acertado com Costa.
Marcelo Rebelo de Sousa revelou à RTP, à margem da visita ao Vaticano, que o plano tem a preocupação de manter a Páscoa com confinamento, como defendeu, de ir até maio, ser flexível nos indicadores e medidas, bem como privilegiar uma abertura progressiva, dando prioridade à escola e deixando a maioria da retoma económica para depois da Páscoa.
O Presidente diz mesmo que, no que toca às escolas, o plano em pormenor é “mais cuidadoso do que se chegou a admitir”, estabelecendo a progressividade do regresso dos graus de ensino a aulas presenciais.
Marcelo Rebelo de Sousa afasta a leitura que tem vindo a ser feita de que não fez o já habitual discurso ao país por se querer distanciar do anunciado e diz que António Costa até foi de propósito jantar com o Presidente na véspera para apresentar e debater o plano equacionado.
O Presidente diz mesmo que não ter falado ao país resulta mesmo de uma decisão tomada em conjunto com o primeiro-ministro nesse encontro. “Foi nesse reunião que se delineou que o Presidente não falava”. Isto porque Marcelo tinha de fazer a viagem para o Vaticano, onde já estaria quando acabasse o Conselho de Ministros.
Considera que ter sabido dos pormenores do plano já em Itália, resulta de ser “impossível” sabê-los antes, já que isso resulta sempre do que é avaliado em sede de Conselho de Ministros, desvalorizando a ideia.
“O PM e PR acertaram o plano geral”, acentua Marcelo, dizendo que não seria possível falar ao país depois de apresentado o plano e reiterando que isso foi acertado com Costa.
O Presidente lembra que a situação tem de continuar em avaliação constante, até por causa da incógnita das novas variantes, e considera que também a necessidade de estado de emergência tem de ir sendo ponderada.