Presidente da EMEL diz que não há motivo para fechar a empresa
Lisboa, 21 set (Lusa) - A EMEL (Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa) tem mostrado produtividade e dá lucro, por isso, o seu presidente não compreende porque é que o Bloco de Esquerda (BE) pediu a sua extinção.
"Essa questão tem dois níveis de análise: o pragmático, que não discuto porque se um partido entende que não devem existir empresas municipais, é aceitável. O que não é, é que inventem argumentos que não são verdadeiros, como a falta de eficácia económica e de produtividade porque isso não é verdade", disse.
António Júlio de Almeida falava à margem da conferência "As novas tecnologias ao serviço da mobilidade urbana de Lisboa", que decorre hoje em Picoas, Lisboa.
Na terça-feira, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, defendeu que seria vantajosa a fusão numa só das empresas municipais EPUL, Gebalis e da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Ocidental.
Na sequência desse anúncio, o Bloco de Esquerda e o Partido Popular Monárquico pediram também a extinção da EMEL.
Segundo o presidente da EMEL, "desde 2007 que a empresa está em crescimento contínuo".
"Em dois anos aumentámos quase 70 por cento do número de lugares de estacionamento na cidade e de parquímetros", referiu.
Afirmando que a EMEL tem uma carteira de investimentos anuais na ordem dos sete milhões de euros, António Júlio de Almeida frisou que a empresa "tem capacidade própria para financiar os seus investimentos".
Por isso, considera que não há qualquer motivo para que a extinção da empresa seja, sequer, equacionada.
"Não vejo que existam razões para pedir o fim da EMEL", concluiu.