País
Prevenção Rodoviária: Vídeo de Montenegro "não é bom para a segurança" nas estradas
Em andamento e com o primeiro-ministro sem cinto de segurança no banco de trás, o presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa fala de um mau exemplo. Em declarações à RTP Antena 1, aponta eventuais impactos "na perceção de risco e no cumprimento da lei".
"Estes conteúdos não são bons para a segurança rodoviária." É desta forma que o presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), reprova o vídeo em que o primeiro-ministro surge sem cinto de segurança no banco de trás de um carro.
Sublinhando que fala do ponto de vista técnico, Alain Areal recorda que a utilização do cinto de segurança é obrigatória para todos os ocupantes de um veículo. "A sua utilização é uma responsabilidade individual, mas também social", refere.
Sendo Luís Montenegro uma figura pública, "evidentemente pode ter aqui impactos a nível da percepção de risco e a nível do cumprimento da lei", considera Alain Areal, ao apontar que "não é desejável" este tipo de exemplos.
"Parece que há uma questão de comunicação, evidentemente que poderia ter sido evitado o lançamento deste vídeo da forma como está", acrescenta.
Luís Montenegro tem publicado, nas redes sociais, vídeos nos últimos dias vídeos para assinalar dois anos de governação. O vídeo lançado no domingo de Páscoa começa com o primeiro-ministro num carro em andamento, a falar, mas sem o cinto de segurança colocado. Também o motorista aparece sem que o cinto seja visível.
O vídeo foi publicado no mesmo dia em que o ministro da Administração Interna, numa mensagem nas redes sociais, deixou "um apelo muito forte" aos condutores para viajarem em segurança na Páscoa.
Sublinhando que fala do ponto de vista técnico, Alain Areal recorda que a utilização do cinto de segurança é obrigatória para todos os ocupantes de um veículo. "A sua utilização é uma responsabilidade individual, mas também social", refere.
Sendo Luís Montenegro uma figura pública, "evidentemente pode ter aqui impactos a nível da percepção de risco e a nível do cumprimento da lei", considera Alain Areal, ao apontar que "não é desejável" este tipo de exemplos.
"Parece que há uma questão de comunicação, evidentemente que poderia ter sido evitado o lançamento deste vídeo da forma como está", acrescenta.
Luís Montenegro tem publicado, nas redes sociais, vídeos nos últimos dias vídeos para assinalar dois anos de governação. O vídeo lançado no domingo de Páscoa começa com o primeiro-ministro num carro em andamento, a falar, mas sem o cinto de segurança colocado. Também o motorista aparece sem que o cinto seja visível.
O vídeo foi publicado no mesmo dia em que o ministro da Administração Interna, numa mensagem nas redes sociais, deixou "um apelo muito forte" aos condutores para viajarem em segurança na Páscoa.
"Neste dia de Páscoa e de regresso a casa faço um apelo muito forte. Abrande. Não conduza sob o efeito de álcool. Evite distrações. Nenhuma viagem vale uma vida. Conto com cada um de vós. Há que chegar e voltar em segurança", escreveu Luís Neves nas redes sociais.
"Promover cultura de segurança rodoviária"
O vídeo foi divulgado enquanto decorre a Operação Páscoa, da GNR e da PSP. Já morreram 18 pessoas nas estradas portuguesas, um aumento em relação aos últimos anos. Alain Areal diz que continua a faltar investimento na prevenção rodoviária.
"A conclusão que tiro é que há uma necessidade grande a nível nacional de promover uma cultura de segurança rodoviária e de investirmos" nesta área, considera o presidente da PRP, sublinhando uma " pouco investimento e pouco trabalho sistemático".
A velocidade, o álcool, o cansaço e as distrações ao volante são fatores de risco para acidentes nas estradas. Areal chama para o Governo e as câmaras municipais para este combate, mas refere que também as organizações e os cidadãos têm responsabilidade nestas matérias.
Enquanto ao Governo compete orientar a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, as medidas prioritárias e os técnicos e recursos necessários, considera que as autarquias devem ser envolvidas.
"A maior parte da sinistralidade viária grave está dentro das localidades", frisa Areal, pelo que, entre as responsabilidades que têm, os planos municipais de segurança rodoviária são "uma medida crucial para que o país possa dar um salto significativo na melhoria da segurança rodoviária".
"A conclusão que tiro é que há uma necessidade grande a nível nacional de promover uma cultura de segurança rodoviária e de investirmos" nesta área, considera o presidente da PRP, sublinhando uma " pouco investimento e pouco trabalho sistemático".
A velocidade, o álcool, o cansaço e as distrações ao volante são fatores de risco para acidentes nas estradas. Areal chama para o Governo e as câmaras municipais para este combate, mas refere que também as organizações e os cidadãos têm responsabilidade nestas matérias.
Enquanto ao Governo compete orientar a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, as medidas prioritárias e os técnicos e recursos necessários, considera que as autarquias devem ser envolvidas.
"A maior parte da sinistralidade viária grave está dentro das localidades", frisa Areal, pelo que, entre as responsabilidades que têm, os planos municipais de segurança rodoviária são "uma medida crucial para que o país possa dar um salto significativo na melhoria da segurança rodoviária".