Primeiro grupo de 38 militares portugueses parte hoje para Kosovo
Um primeiro grupo de 38 militares dos 300 que vão integrar o contingente português no Kosovo parte hoje para Pristina, onde ficará os próximos seis meses ao serviço da força multinacional da Aliança Atlântica no Kosovo (KFOR).
O contingente de 300 militares do 3/o Batalhão de Infantaria Pára-Quedista vai render a actual força nacional integrada na missão da NATO no Kosovo - o 2/o Batalhão de Infantaria da Brigada Ligeira de Intervenção -, que regressa a Portugal depois de cerca de seis meses de missão.
No dia 14 ruma à capital do Kosovo um grupo mais numeroso de militares (204, que viajam em avião civil fretado) e, dois dias depois, seguem os restantes membros da força (58, em avião militar C- 130).
Na província sérvia de maioria albanesa, o contingente português ficará sob a dependência directa do comandante da KFOR, o general francês Yves de Kermabon, que pode mobilizá-lo para actuar em "qualquer região do Kosovo", em "acções reais" ou meros exercícios, como disse à Lusa fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).
Os militares que integram o contingente português foram treinados em Tancos.
No final da sua missão, o comandante do batalhão português que regressa, o tenente-coronel de infantaria Carlos Alberto Beleza, foi condecorado pelo comandante da KFOR com a medalha francesa de serviços de excelência na ex-Jugoslávia.
Tratou-se de um "gesto de reconhecimento" pelos serviços e trabalho desenvolvidos pelo 2/o Batalhão da Brigada de Infantaria, como salientou Yves de Kermabon.
A presença portuguesa no Kosovo incluiu um batalhão e um destacamento de forças especiais entre 1999 e 2001 e um destacamento aéreo táctico da Força Aérea até 2002.
A partir dessa data, as Forças Armadas Portuguesas estiveram representadas no Kosovo por militares no Estado-Maior da KFOR, em Pristina.