Primeiro-ministro inaugura sábado troço da A28 entre Viana do Castelo e Caminha

Primeiro-ministro inaugura sábado troço da A28 entre Viana do Castelo e Caminha

O primeiro-ministro, José Sócrates, inaugura sábado o troço da A28 entre Viana do Castelo e Vilar de Mouros, em Caminha, informou hoje o governador civil do distrito, Pita Guerreiro.

Agência LUSA /

Segundo o governador civil, o lanço da A28 (que já se chamou IC1) entre Viana do Castelo e Vila Praia de Âncora abrirá "sem quaisquer condicionalismos", mas daí até Vilar de Mouros só ficará aberto ao trânsito local e a veículos ligeiros.

O troço do IC-1 entre Viana do Castelo e Caminha terá uma extensão de 25 quilómetros e custará 160 milhões de euros, devendo estar totalmente concluído em 2006.

De acordo com o governador civil de Viana do Castelo, o secretário de Estado das Obras Públicas já deu luz verde à empresa Estradas de Portugal para a abertura do concurso público para elaboração do estudo prévio do prolongamento do IC-1 até S. Pedro da Torre, concelho de Valença.

"O concurso está prestes a ser lançado, sendo esta a prova da vontade firme do Governo de levar o IC1 até Valença e, assim, dar cumprimento ao Plano Rodoviário Nacional", sublinhou.

Actualmente, a A28 termina em Viana do Castelo, pelo que todo o trânsito, mesmo o de simples atravessamento, é conduzido para o coração da cidade, uma situação que provoca grandes constrangimentos, mas que será ultrapassada com a abertura do lanço até Vilar de Mouros.

A presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa, já criticou a abertura "apressada" deste troço "inacabado" da A28, desde logo pelos "previsíveis" problemas de congestionamento de trânsito que poderá provar em Vila Praia de Âncora.

Júlia Paula Costa lembrou ainda que a abertura da via sem terem sido realizados "trabalhos imprescindíveis", sobretudo ao nível da drenagem das águas pluviais, pode agravar o risco de inundações e pôr em perigo a saúde pública.

Por isso, a autarca admitiu mesmo accionar as vias judiciais em defesa dos interesses das populações.

A Agência Lusa tentou hoje contactar Júlia Paula, a quem caberá uma intervenção na cerimónia de inauguração, mas tal revelou-se impossível, por se encontrar ausente no Brasil.

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