Professores iniciam semana de protesto com greve em Lisboa e Madeira

Professores iniciam semana de protesto com greve em Lisboa e Madeira

Falhadas as negociações com o Governo, os sindicatos de professores arrancam hoje com uma greve de quatro dias. A paralisação começa esta terça-feira nos distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e na Madeira. Termina na sexta-feira com protestos a norte. Na segunda-feira, sindicatos e Governo não conseguiram chegar a acordo sobre o congelamento das carreiras e a contagem do tempo de serviço.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Pedro A. Pina - RTP

A paralisação que agora começa foi convocada pelas duas principais federações de professores, a Fenprof e a FNE. Os docentes protestam por causa da contagem de tempo de serviço.

Os professores exigem que sejam contabilizados os mais de nove anos em que as carreiras estiveram congeladas. O Executivo propõe descongelar apenas dois anos e dez meses de serviço.

Esta terça-feira, a paralisação realiza-se nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, e também na Região Autónoma da Madeira. Na quarta-feira, a greve chega à região centro antes de rumar aos distritos do sul do país na quinta-feira.

A greve termina com os protestos dos professores do Porto e dos restantes distritos do norte do país, assim como dos docentes da Região Autónoma dos Açores.

Na segunda-feira, a Fenprof disse à agência Lusa que os professores vão "aceitar o desafio" do Governo e fazer greve. O secretário-geral Mário Nogueira admitiu que, face ao desenrolar das negociações, a seguir à paralisação os docentes façam "outras coisas".

"Nós tivemos uma expectativa de que o Governo, marcando uma reunião para a véspera do primeiro dia da greve, tivesse alguma coisa de novo para dizer, mas não, marca uma reunião para a véspera da greve e a única coisa que se limita é a dizer o que já tinha dito antes, ou seja, que a maioria do tempo de serviço dos professores é para apagar", o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores.

Na reunião, o Governo, representado pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e pela secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Fátima Fonseca, reafirmaram a proposta que já tinha sido apresentada aos sindicatos a 28 de fevereiro e que as estruturas rejeitam: contabilizar apenas cerca de dois anos e 10 meses de tempo de serviço, dos nove anos, quatro meses e dois dias que os professores reclamam.

Depois da reunião, o Governo garantiu que deu passos para uma proposta "exequível e justa" e “passível de suportar uma solução sustentável". Em nota enviada às redações, o Executivo garante que "esta proposta assegura a equidade entre as diversas carreiras da Administração Pública, o que significa considerar os módulos temporais que permitem a progressão em cada carreira, fazendo relevar o período do congelamento de forma análoga".
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