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Prostitutas de clubes noturnos protegem-se com preservativos - estudo

Prostitutas de clubes noturnos protegem-se com preservativos - estudo

As prostitutas de clubes nocturnos, predominantemente estrangeiras, têm poucas doenças sexualmente transmissíveis (DST), prevenidas com o uso de preservativos, revela um estudo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro hoje divulgado.

Agência LUSA /

Segundo o estudo, que incidiu sobre as regiões de Trás-os- Montes e Minho, as mulheres que trabalham nestes clubes são, na sua maioria, originárias de países latino-americanos, sobretudo Colômbia, República Dominicana, Equador e muito especialmente do Brasil.

Neste meio, o estudo conclui que as mulheres têm um papel mais activo na prevenção de DST, do que os homens (clientes), que apresentam comportamentos mais "irresponsáveis", sendo muitos os que insistem, propondo um preço mais elevado, em solicitar sexo sem protecção.

A maioria das prostitutas inquiridas, na sua condição de imigrantes ilegais, revelou-se "consciente" e previne-se dos riscos de saúde, especialmente no que respeita às DST, inerentes ao designado "sexo comercial".

O estudo foi apresentado hoje no I Seminário do Projecto Cooperação Acção Investigação Mundivisão (CAIM) promovido pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres e incluiu a inquirição de 142 mulheres, 120 das quais estrangeiras, e de 15 clientes dos respectivos clubes nocturnos.

O conjunto das mulheres entrevistadas apresentou uma baixa prevalência destas doenças, incluindo a SIDA.

A recusa de prescindir do uso do preservativo nas relações sexuais com os clientes, aparece como "regra amplamente adoptada", que dizem não abrir mão, nem mesmo a troco de ofertas remuneratórias "irrecusáveis", refere.

Não são mesmo raras as vezes que estas mulheres declaram adquirir os preservativos por sua própria conta, por não confiarem na qualidade dos que o próprio clube oferece.

No quadro de protecção e prevenção, inscrevem também a negação de certos serviços sexuais como o sexo anal, que consideram como mais susceptível de favorecer a contaminação.

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