Protecção Civil do distrito interditou acessos à praia da Figueirinha

Protecção Civil do distrito interditou acessos à praia da Figueirinha

A Comissão Distrital de Protecção Civil de Setúbal anunciou hoje a interdição da praia da Figueirinha durante a época balnear devido ao perigo de derrocadas provocado pelo incêndio do ano passado na serra da Arrábida.

Agência LUSA /

Segundo revelou hoje a Governadora Civil do distrito, Teresa Almeida, tal decisão destina-se "a evitar o risco de acidentes, uma vez que ainda não foram efectuadas as obras de consolidação das escarpas", que de acordo com a autarquia estão a cargo da empresa Estradas de Portugal.

Teresa Almeida falava aos jornalistas durante uma conferência de imprensa conjunta com o presidente da Câmara de Setúbal, Carlos de Sousa, durante a qual os responsáveis apelaram à compreensão da população para a proibição de acesso a uma das praias mais procuradas da região.

Carlos de Sousa salientou ainda que, ao contrário do que pensam alguns munícipes, "a responsabilidade pela realização das obras é da empresa Estradas de Portugal e não da autarquia".

A Estradas de Portugal (EP) tinha proibido o trânsito entre o Outão e o Creiro a 04 de Agosto do ano passado (2004), mas a população de Setúbal ainda alimentava a esperança de reabertura daquele troço da EN-379-1 antes da época balnear que se inicia na próxima quarta-feira, dia 01 de Junho.

Na altura, o então IEP (Instituto de Estradas de Portugal) concluiu pela necessidade de colocação de cabos de aço, obras de sustentação das escarpas e colocação de redes de protecção, para prevenir eventuais derrocadas.

De acordo com a Governadora Civil, o concurso público lançado já este ano pelas Estradas de Portugal para a realização das obras, no valor de 2,5 milhões de euros, está ainda "em fase de análise das propostas", pelo que será totalmente impossível o usufruto da praia da Figueirinha durante o próximo Verão.

Como alternativa, os veraneantes poderão deslocar-se à praia do Portinho da Arrábida pela estrada do alto da serra, que implica um percurso mais longo, ou para as praias de Tróia, na outra margem do rio Sado.

Teresa Almeida adiantou ainda que a Imoareia, empresa do grupo Sonae que está a proceder à requalificação do complexo turístico de Tróia, prometeu instalar um passadiço de madeira para facilitar o acesso das pessoas às praias.

PUB