Protesto dos utentes da extensão de saúde da Carnota

Protesto dos utentes da extensão de saúde da Carnota

Uma centena de utentes da extensão de saúde de Santana da Carnota, Alenquer, que esteve sexta-feira à noite em vigília frente ao Ministério da Saúde, reivindicou a atribuição de médico de família, mas sem êxito.

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Os utentes "não foram recebidos" por qualquer responsável do gabinete de Correia de Campos, e ponderam "solicitar uma reunião" ao ministro da saúde, revelou à Lusa Rogério Silva, da Comissão de Utentes.

Em declarações à agência Lusa, a porta-voz da Comissão de Utentes, Odete Santana, disse que, após o médico se reformar em Maio de 2006, "tem havido promessas de que iria para lá outro médico, mas até agora nada".

Segundo descreveu a porta-voz, os cerca de 1.750 utentes sem médico de família são obrigados a ir de madrugada para a porta da extensão de saúde para conseguir uma consulta, assegurada por uma médica oriunda da extensão de saúde de Abrigada, que ali trabalha quatro horas por semana.

"Quando precisamos de uma consulta temos de ir para lá à uma da manhã", disse a porta-voz, explicando que os utentes, na sua maioria idosos, costumam "meter colchões no chão" para aí passarem a noite à espera de uma consulta pela manhã.

Por outro lado, as "consultas programadas demoram três meses".

A alternativa passa por ir para o Centro de Saúde de Alenquer, a dez quilómetros de distância, mas mesmo assim muitos utentes acabam por regressar sem consulta, devido à falta de médicos.

Além da falta de condições na unidade de saúde situada na sede do Concelho, os utentes de Santana da Carnota "são pessoas carenciadas e sem posses para ir a médicos particulares" e dispõem apenas de um autocarro de manhã e outro ao final do dia para se dirigirem a Alenquer.


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