EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

PS avisa para "nova fase" na relação com PSD caso seja excluído dos nomes para Constitucional

PS avisa para "nova fase" na relação com PSD caso seja excluído dos nomes para Constitucional

 A dirigente socialista Mariana Vieira da Silva acusou o PSD de "rutura com o PS" caso o exclua na eleição para o Tribunal Constitucional, avisando para uma "nova fase" na relação entre os partidos, incluindo no Orçamento do Estado.

Lusa /
Nuno Patrício - RTP

"Marca uma nova fase, mas não é uma fase que seja trazida pelo PS, é uma nova fase escolhida pelo PSD. Porque até podíamos só ter um juiz em causa, mas não, temos três lugares, e por isso a exclusão do PS tem que ter uma leitura, e é se se confirmar uma decisão de rutura com o PS que o PSD estará a fazer", criticou, em declarações à agência Lusa a vice-presidente do grupo parlamentar socialista.

Em causa, o impasse para a eleição pelo parlamento dos nomes para o Tribunal Constitucional, que já motivou esta semana uma reunião entre o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o líder do PS, José Luís Carneiro, mas que foi inclusiva.

"Todo o trabalho que o PS e José Luís Carneiro têm feito nos últimos meses de procura de aproximação para resolver problemas estruturais com o PSD, tem uma nova fase a partir desta decisão, se ela for tomada, incluindo os orçamentos. Mas não parece sequer que os orçamentos sejam, neste caso, o tema fundamental", admitiu.

Para Mariana Vieira da Silva, a questão fundamental é se Portugal vai "continuar a ser um país que tem uma Segurança Social pública na Constituição, um SNS, uma proibição de despedimento sem justa causa", avisando que está em causa uma "rutura com a nossa Constituição, com a nossa democracia, com as nossas políticas principais".

"Quer por razões de um compromisso histórico alargado, quer por razões daquilo que significa pôr no Tribunal Constitucional um partido [Chega] que diz que quer rasgar a Constituição, quer pela experiência que os portugueses todos tiveram relacionada diretamente com a sua vida com a importância do Tribunal Constitucional, esta decisão parece-nos fundamental, e numa decisão fundamental, naquilo que poderíamos chamar um assunto de regime, não compreendemos como é que o Partido Socialista pode ser excluído", criticou.

A antiga ministra dos governos de António Costa, referiu que na campanha para as legislativas de 2024 e de 2025, "Luís Montenegro fez do `não é não` ao Chega uma questão fundamental da sua campanha".

"Ora, como é que agora isso se transforma num dos temas mais relevantes, que é o cumprimento da Constituição e é o trabalho do Tribunal Constitucional, no` não é não` ao PS?", questionou.

A edição de hoje do Expresso adiantou que o PS romperá todo o diálogo político com o Governo se for chumbada a sua indicação de um juiz para o Tribunal Constitucional, uma decisão que pode atingir a votação do próximo Orçamento do Estado.

 

Tópicos
PUB