PS eleva meta para eleições no último dia de campanha
No último dia de campanha eleitoral, o PS estabeleceu hoje como meta para as autárquicas de domingo a conquista de pelo menos uma de três câmaras - Lisboa, Porto ou Sintra.
À margem de um almoço de campanha em Lisboa, o coordenador autárquico do PS, Jorge Coelho, afirmou que uma vitória do partido nas eleições de domingo implica a conquista de pelo menos uma das três autarquias e a obtenção do maior número de câmaras.
"Se tivermos mais câmaras, mais votos, mais capitais de distrito e algumas vitórias nestas câmaras, acho que atingimos os nossos objectivos e teremos um resultado positivo", afirmou Jorge Coelho.
A meta traçada hoje pelo coordenador autárquico dos socialistas é, assim, mais ambiciosa do que a estipulada pelo secretário-geral do PS, José Sócrates, que reafirmou esta quarta-feira em Alter do Chão que "o único critério para avaliar quem ganha ou quem perde é o número de votos".
Jorge Coelho esteve hoje ao lado do candidato socialista à Câmara de Lisboa, Manuel Maria Carrilho, durante um almoço de campanha na Cervejaria Trindade, que contou também com a presença do ex- secretário-geral do partido Ferro Rodrigues, naquela que foi provavelmente a sua "última acção político-partidária" nos próximos anos.
Com partida marcada para Paris já no próximo mês, onde irá exercer o cargo de chefe da delegação portuguesa junto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Ferro Rodrigues apelou ao voto útil na candidatura socialista à capital.
Em Lisboa, o último dia de campanha foi "ensombrado" por mais um caso de panfletos, estes com o símbolo da candidatura de Carmona Rodrigues, cuja autoria foi negada pela direcção da campanha do candidato independente apoiado pelo PSD.
Os panfletos, distribuídos em alguns bairros sociais da cidade, reproduzem o símbolo da candidatura "Lisboa para Todos" e contêm a imagem e a assinatura de Carmona Rodrigues, mas segundo a campanha do PSD "reproduzem mentiras e deturpações das propostas" apresentadas, como a construção de campos de golfe e a colocação de idosos em lares para libertar casas para o mercado imobiliário.
Segundo o líder social-democrata, Luís Marques Mendes, estes panfletos anónimos, assim como os encontrados esta semana em Oeiras contra a candidata do partido, Teresa Zambujo, "só demonstram o desespero dos adversários" do partido.
"Foi uma campanha feia em algumas coisas", afirmou hoje Marques Mendes durante uma acção de apoio a Teresa Zambujo em Algés, naquela que foi a sua segunda passagem pelo concelho de Oeiras durante a campanha eleitoral.
Marques Mendes esteve também na última acção de rua de Carmona Rodrigues, participando numa descida do Chiado, onde se congratulou com a presença de centenas de pessoas, considerando que "o povo de Lisboa saiu à rua" para apoiar o candidato independente do partido.
No Chiado esteve também o candidato socialista Manuel Maria Carrilho e o candidato da CDU, Ruben de Carvalho, que contou com o apoio do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
O líder dos comunistas disse hoje que as sondagens que colocam a CDU em terceiro ou quarto lugar em Lisboa "estão erradas de certeza", a julgar pelos apoiantes que se juntaram à comitiva da coligação PCP/Verdes na Baixa da capital.
Também o líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, veio hoje a Lisboa apoiar a candidata do partido, considerando que Maria José Nogueira Pinto "é uma mulher de confiança, que impressionou pela sua seriedade".
Numa acção de rua na Avenida Almirante Reis, a candidata democrata-cristã considerou que qualquer votação inferior aos 7,5 por cento alcançados pelo ex-líder do partido Paulo Portas "é um mau resultado".
No Porto, o candidato socialista, Francisco Assis, manifestou hoje a sua convicção na vitória, face à evolução das sondagens, e teve um apoio de última hora: o de Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto.
Numa altura em que a maioria dos estudos de opinião realizados na cidade aponta para um empate técnico entre Assis e Rui Rio, o candidato da coligação PSD/CDS-PP e actual presidente da Câmara defendeu uma alteração da lei das sondagens para obrigar a um maior rigor.